img. Zylona Porque é de certeza assimque o universo acontecee as estrelas começam... assim, do encontro fundo e redondo azul vibrante e vermelho mulher, não resisti, querido pedro,e roubei-te este lugar para nascer aqui.
Ps. o meu gosto imenso por melancia e o motivo desta foto é puramente acidental :) ( e a ti Pedro, obrigada - porque sim! )
NO os obstinéis en buscar la redondez de aire en nuestros ojos, Ia sonriente claridad de Ia música en nuestra voz, Ia perfección de un cuerpo donde Ia encrucijada de Ias sangres armónicamente se desliza. No somos ángeles, no criaturas aéreas, infinitas, talladas en el tronco de Ias nubes; no sino tierra que desesperadamente busca un trocito de inmortalidad, pequenos seres desnudos que con sus unas tratan de apresar una tarde o una sonrisa, que se arrastran penosamente y suplican y besan y se -odian-. Estamos hechos de sombra, no de cristal o luna o de hierba o de estrellas. Nosotros, que penosamente nos arrastramos, que no sabemos por quì los montes son azules ni cómo se suceden los colores de Ia tierra; nosotros que matamos con la inocente crueldad de los niños, que caminamos tropezando, que nos partimos el corazón como si fuese una breve -cáscara-, una piedrecilla que cualquier ráfaga derriba; nosotros que tratamos de abarcar el océano en una torpe palabra, que nos obstinamos ciegamente en anudar el mundo que -ignoramos-; nosotros que morimos, que no somos hermosos ni sabios, ni tenemos alas como Ias altas águilas. No somos ángeles, no, sino trozos de noche, de noche ciega y desterrada y rota, que cae y se incorpora y prosigue de nuevo. No somos ángeles sino apenas su sombra o su reverso, caminando sólo una vida – vida pequeña y frágil como junco que se quiebra- tratando desesperadamente de trepar a Ia luz, buscando siempre, permanentemente buscando, casi rozando con los dedos o los labios Ia serena quietud del cielo que nos niegan. Rosário Neira img. Chromasia guardo-o num papel fotocopiado há dez anos desde que o Diego mo ofereceu em Cárceres ... não sei como se fez tão verdade para poder dizer assim o que diz.
É o livro da Iela Mari de que mais gosto... (Re)comprei há pouco um exemplar novo.
O outro, antigo no carrossel das estações, está nu de folhas como a árvore do inverno. Deixei que isso fosse acontecendo, organicamente: o ler correspondendo ao folhear, correspondendo ao desfolhar, correspondendo ao cumprir-se história que é verdade fora dali. Gosto e acredito nos ciclos. Preciso deles para me confirmar pessoa, gente, ser. A sequência de fotos voou de um outro blog, como as folhas do meu livro antigo. Chegaram-me como um começo. Obrigada a quem a libertou.
A Maria nunca tinha ouvido a palavra bruxelas... apareceu-lhe no prato, ao mesmo tempo que as couves pequeninasque eu lhe juntava ao arroz...
Experimentemos... um segundo novo para escutar bruxelas como se percebessemos pela primeira vez este som, ainda por cima, associado a alimentos estranha e subitamente minúsculos.... Pois é, coisas de bruxas, só pode ser! Mesmo depois da explicação de ser um nome de cidade, ela insitiu: - Claro, a cidade onde moram as bruxas e os bruxos que fazem bruxarias! E acrescentou: - é de lá que voam nas suas vassouras e é para lá que voltam.
A palavra é uma estátua submersa, um leopardo que estremece em escuros bosques, uma anémonasobre uma cabeleira. Por vezes é uma estrela que projecta a sua sombra sobre um torso. Ei-la sem destino no clamor da noite,cega e nua, mas vibrante de desejo como uma magnólia molhada. Rápida é a boca que apenas aflora os raios de uma outra luz. Toco-lhe os subtis tornozelos, os cabelos ardentes se vejo uma água límpida numa concha marinha. É sempre um corpo amante e fugidio que canta num mar musical o sangue das vogais.
"Slim - You know you don't have to act with me, Steve. You don't have to say anything, and you don't have to do anything. Not a thing. Oh, maybe just whistle. You know how to whistle, don't you, Steve? You just put your lips together and... blow."
One of my always movie, "To have and have not", for the lines...
... e isto porque te contava os cozinhadosque fazia, mostrando-te nas fotografias dos livros de culinária desse tempo os salpicos felizes nas receitas mais repetidas...
As letras eram as iniciais dos nossos nomes. Marcam as selecções de cada uma: A "Salada Sofia" era um must: foi votada por nós as três - era eu que fazia os Jotas da mãe porque a Caia ainda fazia o C em espelho :) - e as muitas manchas e respingos indicam que foi muitíssimo aprovada!
Já passaram 100 anos. Não sei quando terá o sr Kellogg chegado a Portugal, mas ainda me lembro da maior felicidade que nos esperava de cada vez que íamos a Londres, eu e a Caia: "cornosflakes" ao pequeno almoço, no bed and breakfast da Esmeralda em Earls Court. Isto quer dizer que se por cá existiam quando tínhamos 5-6 anos, pelo menos não eram assim uma coisa muito habitual. O crunch bom e amarelo torrado a estalar na boca de manhã permitia-nos legitimamente desafiar as regras da boa educação e pôr os vizinhos de mesa a olhar para nós com um sorriso que durava um segundo antes da voz e o olhar severo do pai o/nos interromper bruscamente. Até os "cornosflakes" obedeciam, pois amoleciam logo em seguida, afundados no banho do leite quente açucardo, uma papa que durava longos minutos a ser comida, o tempo do nosso consolo. Adorávamos as viagens a Londres. Anos mais tarde aqui, aprendemos a usá-los com leite frio para que o barulho estaladiço durasse mais tempo, mas não era a mesma coisa.
as flores todas a nascer por dentro... il. Amy Ruppel
agosto 10, 2006
António do outro lado do Mundo (texto de Malachy Doyle e il. de Carll Cneut. Edições Kual)
... porque às vezes é o colo da mãe (ou do pai) que falta, apesar de tudo o resto.
Uma história de crescer, sobre ser ( ou não ser ) grande e pequeno, às vezes ao mesmo tempo, às vezes sem saber. Para pequenos. Para grandes. Para os Antónios que conheço, grandes de mundo...
Faz hoje 37 anos. Assobia sempre enquanto os braços pintam as paredes da casa. Apesar do corpo imponente salpicado de tinta, não se daria por ele se não fosse isso de pássaro feliz. O silêncio é-lhe maior - a cara séria, as palavras baixas e a custo, enroladas numa fechada pronúncia transmontana que não gosta nada dos 4 anos em Lisboa. Faz hoje 37 anos. Traz o almoço de casa num termo de alumínio que aquece no fogão ao meio dia e trinta. Traz os pratos e os talheres. Traz uma garrafa de vidro onde todos os dias de manhã despeja o meio litro de vinho tinto. Almoça em silêncio e guarda tudo depois na mochila de pano impermeável azul. Deixa-a sempre em cima da mesa da cozinha, encostada à janela. Pinta as paredes da casa e assobia profundamente ( como ele: presente, invisível ). Pára várias vezes para fumar à janela calado, bebe cervejas geladas e solta as caricas das garrafas sem precisar de nada. Tem uma força descomunal. Tem uns olhos tristes e doces, parecidos com a forma lenta e perfeita com que dobra os panos coloridos que traz para proteger o chão. Chama-se sr. Zé. Faz hoje 37 anos. Perguntei-lhe pelo bolo. Disse-me que não gosta de doçuras.
Não dizia palavras, Aproximava apenas um corpo interrogante, Porque ignorava que o desejo é uma pergunta Cuja resposta não existe, Uma folha cujo ramo não existe, Um mundo cujo céu não existe.
Entre os ossos a angústia abre caminho, Ergue-se pelas veias Até abrir na pele Jorros de sonho Feitos carne interrogando as núvens.
Um contacto ao passar, Um fugidio olhar no meio das sombras, Bastam para que o corpo se abra em dois, Ávido de receber em si mesmo Outro corpo que sonhe; Metade e metade, sonho e sonho, carne e carne, Iguais em figura, iguais em amor, iguais em desejo. Embora seja só uma esperança, Porque o desejo é uma pergunta cuja resposta ninguém sabe.
Às vezes, as palavras impedem-nos de de dizer o que queremos.
img.( trabalhada ) Selda Soganci
julho 10, 2006
ouvi-a muitas vezes... e tenho a certeza que em todas fiquei sempre mais aflita do que eles na floresta e na casa da bruxa, apesar dos doces ... ( é que éramos sempre nós, eu e tu, Caia. ) O meu medo irresístivel, o meu desafio: Hansel e Gretel.
Al cabo, son muy pocas las palabras que de verdad nos duelen, y muy pocas las que consiguen alegrar el alma. Y son también muy pocas las personas que mueven nuestro corazón, y menos aún las que lo mueven mucho tiempo. Al cabo, son poquísimas las cosas que de verdad importan en la vida: poder querer a alguien, que nos quieran y no morir después que nuestros hijos.
"Someone said that from the moment you have an inner life, you are already leading a double life." Isabel Coixet sobre La vida secreta de las palabras, imperdível!
toque, cheiro lavado a amêndoas doces, sabor novo de devorar e silêncio... a linguagem secreta em(tre) nós, medida pelo batimento das ondas em alto mar.
Josef ¿Me estaba mirando, Hanna? Hanna No. Josef Yo creo que sí… Veo que empieza a mentirme. Eso quiere decir que empiezo a gustarle… ----------------------------------------------- Josef No. You have a blondes' voice... it's like butter and cinnamon.