junho 04, 2018
maio 22, 2018
os 10 melhores livros infantis dos últimos 50 anos

abril 27, 2018
words mean more at night
Words mean more at night,
Like a song.
Did you ever notice,
The way light means more than it did all day long?
Words mean more at night,
Light means more.
Like your hair in your face,
And your smile,
And your bed and the dress that you wore.
And I'll send you my words,
From the corners of my room,
Though I write them by the light of day,
Please read them by the light of the moon.
I wish I could leave my bones,
And my skin.
And float over the tired, tired sea,
So that I could see you again.
Maybe you would leave too,
We'll blindly pass each other,
Floating over the ocean blue,
Just to find the warm bed of our lovers.
Like a song.
Did you ever notice,
The way light means more than it did all day long?
Words mean more at night,
Light means more.
Like your hair in your face,
And your smile,
And your bed and the dress that you wore.
And I'll send you my words,
From the corners of my room,
Though I write them by the light of day,
Please read them by the light of the moon.
I wish I could leave my bones,
And my skin.
And float over the tired, tired sea,
So that I could see you again.
Maybe you would leave too,
We'll blindly pass each other,
Floating over the ocean blue,
Just to find the warm bed of our lovers.
março 09, 2018
março 04, 2018
É Isto o Amor
Em quem pensar, agora, senão em ti?
Tu, que me esvaziaste de coisas incertas,
e trouxeste a manhã da minha noite.
É verdade que te podia dizer:
«Como é mais fácil deixar que as coisas não mudem,
sermos o que sempre fomos,
mudarmos apenas dentro de nós próprios?»
Mas ensinaste-me a sermos dois;
e a ser contigo aquilo que sou,
até sermos um apenas no amor que nos une,
contra a solidão que nos divide.
Mas é isto o amor:
ver-te mesmo quando te não vejo,
ouvir a tua voz que abre as fontes de todos os rios,
mesmo esse que mal corria quando por ele passámos,
subindo a margem em que descobri o sentido
de irmos contra o tempo,
para ganhar o tempo que o tempo nos rouba.
Como gosto, meu amor,
de chegar antes de ti para te ver chegar:
com a surpresa dos teus cabelos,
e o teu rosto de água fresca que eu bebo,
com esta sede que não passa.
Tu: a primavera luminosa da minha expectativa,
a mais certa certeza de que gosto de ti,
como gostas de mim, até ao fim do mundo que me deste.
Nuno Júdice, in 'Pedro, Lembrando Inês'
Tu, que me esvaziaste de coisas incertas,
e trouxeste a manhã da minha noite.
É verdade que te podia dizer:
«Como é mais fácil deixar que as coisas não mudem,
sermos o que sempre fomos,
mudarmos apenas dentro de nós próprios?»
Mas ensinaste-me a sermos dois;
e a ser contigo aquilo que sou,
até sermos um apenas no amor que nos une,
contra a solidão que nos divide.
Mas é isto o amor:
ver-te mesmo quando te não vejo,
ouvir a tua voz que abre as fontes de todos os rios,
mesmo esse que mal corria quando por ele passámos,
subindo a margem em que descobri o sentido
de irmos contra o tempo,
para ganhar o tempo que o tempo nos rouba.
Como gosto, meu amor,
de chegar antes de ti para te ver chegar:
com a surpresa dos teus cabelos,
e o teu rosto de água fresca que eu bebo,
com esta sede que não passa.
Tu: a primavera luminosa da minha expectativa,
a mais certa certeza de que gosto de ti,
como gostas de mim, até ao fim do mundo que me deste.
Nuno Júdice, in 'Pedro, Lembrando Inês'
janeiro 01, 2018
be not afraid
Be not afeard: the isle is full of noises, Sounds, and sweet airs, that give delight, and hurt not.
Sometimes a thousand twangling instruments
Will hum about mine ears; and sometimes voices,
That, if I then had wak'd after long sleep,
Will make me sleep again: and then, in dreaming,
The clouds methought would open and show riches
Ready to drop upon me; that, when I wak'd,
I cried to dream again.
William Shakespeare. "The Tempest" - act 3 scene 2
said by Joseph Fiennes.
novembro 10, 2017
outubro 09, 2017
setembro 11, 2017
junho 28, 2017
( )
junho 22, 2017
E então a mãe deu-lhe pão, e deu-lhe leite, deu-lhe carne....
"Every life that you live will give material for fiction. But given that I
do have children, it is that experience of just the simple thing of
seeing life in the round. It’s so dull to say that, but it is
extraordinary to see your childhood replayed, refracted, to see yourself
saying things your parents said, to be in this new relation to death." Zadie Smith
img. carll cneut in António do outro lado do mundo
fevereiro 17, 2017
A de amor
Cuando tenía siete años, tres meses, dos semanas y cuatro días, me enamoré por primera vez.Lo supe cuando a la hora del recreo me vi a mí mismo partiendo en dos mi galleta de miel y dándole uno de los trozos a Gretel, mi compañera de curso.
La mitad que le di fue la más grande y eso, en lugar de importarme, me puso feliz.
"A de amor" anoté en mi cuaderno, pero no supe qué más escribir, así que me quedé mirando a través de la ventana. En unas horas más, ese mismo sol que alumbraba el patio se escondería y todo se pondría naranjo. Como las galletas de miel. Como el verano que anunciaba el final de curso. Como el pelo de Gretel.
In La infancia de Max Bill - texto de María José Ferrada, ilustrado por Rodrigo Marín Matamoros
novembro 27, 2016
( dancing would be ok ... great... wonderful!)
( by yves saint laurent - introducing ballerine shoes )
novembro 10, 2016
"how we spend our days is, of course,
how we spend our life"
Annie Dillard
via brain pickings / img. elena odriozola
how we spend our life"
Annie Dillard
via brain pickings / img. elena odriozola
agosto 13, 2016
agosto 10, 2016
( verão )
algo existe num dia de verão,
no lento apagar de suas chamas,
que me impele a ser solene.
algo, num meio-dia de verão,
uma fundura - um azul - uma fragrância,
que o êxtase transcende.
há, também, numa noite de verão,
algo tão brilhante e arrebatador
que só para ver aplaudo -
e escondo minha face inquisidora
receando que um encanto assim tão trêmulo
e subtil, de mim se escape.
Emily Dickinson
(tradução de Lúcia Olinto)
img. dora
no lento apagar de suas chamas,
que me impele a ser solene.
algo, num meio-dia de verão,
uma fundura - um azul - uma fragrância,
que o êxtase transcende.
há, também, numa noite de verão,
algo tão brilhante e arrebatador
que só para ver aplaudo -
e escondo minha face inquisidora
receando que um encanto assim tão trêmulo
e subtil, de mim se escape.
Emily Dickinson
(tradução de Lúcia Olinto)
junho 10, 2016
abril 30, 2016
março 31, 2016
my shadow ... can.
Sometimes shadows can do things I cannot do.
If there is something I want to and I cannot,
maybe my shadow can do it.
The Shadow Book by Beatrice Schenk de Regniers and Isabel Gordon (photos)
If there is something I want to and I cannot,
maybe my shadow can do it.
março 14, 2016
fevereiro 16, 2016
janeiro 15, 2016
.
janeiro 01, 2016
dezembro 31, 2015
ahora contaremos doce
Ahora contaremos doce
y nos quedamos todos quietos.
Por una vez sobre la tierra
no hablemos en ningun idioma,
por un segundo detengamonos,
no movamos tanto los brazos.
Seria un minuto fragante,
sin prisa, sin locomotoras,
todos estariamos juntos
en una inquietud instantanea.
Los pescadores del mar frio
no harian danio a las ballenas
y el trabajador de la sal
miraria sus manos rotas.
Los que preparan guerras verdes,
guerras de gas, guerras de fuego,
victorias sin sobrevivientes,
se pondrian un traje puro
y andarian con sus hermanos
por la sombra, sin hacer nada.
No se confunda lo que quiero
con la inaccion definitiva:
la vida es solo lo que se hace,
no quiero nada con la muerte.
Si no pudimos ser unanimes
moviendo tanto nuestras vidas,
tal vez no hacer nada una vez,
tal vez un gran silencio pueda
interrumpir esta tristeza,
este no entendernos jamas
y amenazarnos con la muerte,
tal vez la tierra nos ensenie
cuando todo parece muerto
y luego todo estaba vivo.
Ahora contare hasta doce
y tu te callas y me voy.
pablo neruda, "a callarse"
img, silvia bolognesi
dezembro 01, 2015
la double vie
Eu não sou eu.
Eu sou aquele que anda ao meu lado sem que eu o veja,
a quem, às vezes, visito e, às vezes, esqueço.
Sou aquele que cala quando falo,
que mansamente perdoa quando odeio,
que vagueia por onde não estou,
que permanecerá de pé quando eu morrer."
Juan Ramon Jimenez
Eu sou aquele que anda ao meu lado sem que eu o veja,
a quem, às vezes, visito e, às vezes, esqueço.
Sou aquele que cala quando falo,
que mansamente perdoa quando odeio,
que vagueia por onde não estou,
que permanecerá de pé quando eu morrer."
Juan Ramon Jimenez
novembro 19, 2015
novembro 15, 2015
o caderno do jardineiro
sou a mãe e a criança misturadas no amor
amo a mim mesma condoída
como a um próximo distante
amo o que neste corpo velho já fui
o bicho também
e assim
o amor se estende às pedras
à árvore vergada de frutos e à água
e é tudo amor por mim mesma
ou será amor
Angela Lago vai lançar seu primeiro livro de poemas
Escritora, ilustradora e tradutora de Rainer Maria Rilke e Emily Dickson, a mineira Angela-Lago, conhecida por seus delicados livros para crianças, estreia na poesia com O Caderno do Jardineiro, no início de 2016, pela SM. Foram os novos ares – desde o ano passado, ela vive na pequena Vila do Biribiri, perto de Diamantina – que a inspiraram a experimentar o gênero. A obra traz 26 poemas sobre flores, com ilustrações que exploram a ideia de transparência e incompletude feitas com base em fotografias. Este poema chama-se "Árvore Vergada".
( via Babel )
Escritora, ilustradora e tradutora de Rainer Maria Rilke e Emily Dickson, a mineira Angela-Lago, conhecida por seus delicados livros para crianças, estreia na poesia com O Caderno do Jardineiro, no início de 2016, pela SM. Foram os novos ares – desde o ano passado, ela vive na pequena Vila do Biribiri, perto de Diamantina – que a inspiraram a experimentar o gênero. A obra traz 26 poemas sobre flores, com ilustrações que exploram a ideia de transparência e incompletude feitas com base em fotografias. Este poema chama-se "Árvore Vergada".
( via Babel )
novembro 13, 2015
novembro 11, 2015
a silent love story ( to whisper )
THE CAT AND THE MOON
by: W. B. Yeats (1865-1939)
by: W. B. Yeats (1865-1939)
HE cat went here and there
- And the moon spun round like a top,
- And the nearest kin of the moon,
- The creeping cat, looked up.
- Black Minnaloushe stared at the moon,
- For, wander and wail as he would,
- The pure cold light in the sky
- Troubled his animal blood.
- Minnaloushe runs in the grass
- Lifting his delicate feet.
- Do you dance, Minnaloushe, do you dance?
- When two close kindred meet,
- What better than call a dance?
- Maybe the moon may learn,
- Tired of that courtly fashion,
- A new dance turn.
- Minnaloushe creeps through the grass
- From moonlit place to place,
- The sacred moon overhead
- Has taken a new phase.
- Does Minnaloushe know that his pupils
- Will pass from change to change,
- And that from round to crescent,
- From crescent to round they range?
- Minnaloushe creeps through the grass
- Alone, important and wise,
- And lifts to the changing moon
- His changing eyes.
outubro 04, 2015
e o eleito foi ....
( ... ou como se explicam as eleições a quem acabou de fazer 5 anos ).
3 candidatos bonecos-bichos cá de casa, com discursos convicentes; 4 eleitores ( entre eles a vaca que ri do queijo de triângulos que estava a comer, por falta de quem desempatasse ); 4 boletins de voto preenchidos em -quase- segredo; uma bela e colorida caixa de tupperware com tampa a fazer de urna; uma muy solene contagem de votos. O cargo a concurso era o de presidente da casa que toma conta da Rosinha (a gata de verdade) quando nenhum de nós cá está. Foi por isso que o leão de tricot não pôde ir com ela à escola secundária onde, dentro da "casinha" com a mamã, fez uma cruz muito direitinha nuns desenhos "muito menos giros que os nossos".
setembro 27, 2015
If you want the life you have, don’t date a mystic woman
If you want the life you have, don’t date a mystic woman.
A mystic woman is a wild creature. She spends all her life seeking, for there is nothing else worth doing.
She peers and gazes until she falls from the edge of the world, and
into the next. Over and over. Each time she returns, she is a little
different. What she sees must change her. She dies every moment. She is
reborn every day. Can you even begin to fathom the terror and the faith
commanded from such a being? Can you even begin to understand what such a
life can do?
If you want the life you have, don’t date a mystic woman.
If you are comfortable and cozy, stay away. Whatever you have built
around yourself to create comfort: it cannot stand in the blazing fire
of a mystical woman. She is no trophy. She is no bodily pleasure-maker.
She is the seer of souls. She is the womb that births the divine into
the flesh and bone of matter. She doesn’t mean to burn your village to
the ground, but she has seen what you are meant to become. You are not a
peasant shearing sheep, as you have thought. You are a king dressed in
rags who has amnesia.
If you want the life you have, don’t date a mystic woman.
If she touches you, and all the voices on the wind go silent, if you
feel you are in a snow globe when you embrace her, she is your
destroyer. She will destroy the false idol you see in the mirror. She
will smash it open because it is your prison. If you wish to stay there,
she will shatter you another way. She will leave.
If you want the life you have, don’t date a mystic woman.
Everybody wants the magic, but nobody wants the Mystery, the schooling:
a thing that must be lived in a place where book knowledge has no
meaning, for all books are manuals to the world you already know. That
means, the well-honed intellect — the masculine theory of reason — will
not save you, cannot free you. It is for a world whose time is over. The
Mystery, by its very nature, must show you what has never been seen,
never been written, never been known, because before you were forged, it
was impossible. The arts of women have been called the dark arts for
too long, and they are the keys to infinity. Infinite form. Infinite
being. Infinite life.
If you want the life you have, don’t date a mystic woman.
If your dreams are not filled with the Mystery, you are better off with
a normal life, because she will see things that are invisible to you.
She will feel things that you cannot feel beneath the layers of numbness
you have wrapped yourself in. She will call upon your true self, your
real soul, and she will sing it down into you, into herself and life
will open up, for this very moment...
Alison Nappi![]() |
| img. bianca brunner |
setembro 24, 2015
loba & lorca
a r l e q u í n

Teta roja del sol
Teta azul de la luna
Torso mitad coral,
mitad plata y penumbra
"Uma viagem entre o dia e a noite, através do corpo, do amor e da morte.
Leitura iniciática que abrirá uma nova porta à beleza tanto
aos que saboreiam o seu primeiro poema, bebés e crianças, como aos consolidados
amantes da arte."
tradução do texto da editora barbara fiore
Federico García Lorca. Arlequín.
TresBrujas; ilustrações de André da Loba.
Granada: Barbara Fiore, 2015
Parabéns André. É Magnifico !

Teta roja del sol
Teta azul de la luna
Torso mitad coral,
mitad plata y penumbra
tradução do texto da editora barbara fiore
Federico García Lorca. Arlequín.
TresBrujas; ilustrações de André da Loba.
Granada: Barbara Fiore, 2015
Parabéns André. É Magnifico !
setembro 22, 2015
Pós-Graduação em Livro Infantil: nova edição
setembro 16, 2015
"the first time I saw susie..."
20,000 Days On Earth - 2014 (Nick Cave on the first time he saw his wife)
... or the most wonderful love at the first sight declaration:
The first time I
saw Susie was at the Victoria and Albert Museum in London. And when she
came walking in, all the things that I have obsessed over for all the
years, pictures of movie stars, Jenny Agutter in the billabong, Anita
Ekberg in the fountain … Miss World competitions, Marilyn Monroe and
Jennifer Jones and Bo Derek … Bolshoi ballerinas and Russian gymnasts …
the young girls at the Wangaratta pool lying on the hot concrete, all
the stuff I had heard and seen and read … all the continuing
never-ending drip-feed of erotic data … came together at that moment, in
one great big crash bang, and I was lost to her. And that was that.
setembro 14, 2015
wor(l)d
" How close up to the world can we get with our words?
How close to us can the world get with its words? "
Paul Matthews
img. emily hughes
How close to us can the world get with its words? "
Paul Matthews
img. emily hughes
julho 31, 2015
julho 21, 2015
julho 05, 2015
my other alice
"Look, can I ask you a question?
Sure.
What?
Are you happily married?
Or is that tactless?
No. Yes. Yes, I...
Gosh, I've been married
almost 16 years now.
years.
Oh. Well, that... that's great.
Yeah.
No, really.
- Well, a good marriage, it's a rare thing.
- Yeah.
Why did you get divorced?
Well, my wife and I,
we were both too opinionated.
She's... very brilliant.
Uh-huh. And attractive?
Yes.
- And very sexy.
- Uh-huh.
And when you're with her, do you...
...do you still have the urge to be with her?
- No.
- No?
No? You never have the urge to...
to grab her?
Like, you know, if the two of you
are in her office or something?
Or, I don't know, you know, just... throw
her down on the couch or something?
For old times' sake?
God, you are interesting."
"Alice" by Woody Allen (1990) - the circus scene (script extract).
junho 24, 2015
abrazo
"Oriol Vall, que se ocupa de los recién nacidos en un hospital de Barcelona, dice que el primer gesto humano es el abrazo.
Después de salir al mundo, al principio de sus días, los bebés manotean, como buscando a alguien.
Otros médicos, que se ocupan de los ya vividos, dicen que los viejos, al fin de sus días, mueren queriendo alzar los brazos. Y así es la cosa, por muchas vueltas que le demos al asunto, por muchas palabras que le pongamos.
A eso, así de simple, se reduce todo: entre dos aleteos, sin más explicación, transcurre el viaje."
"El viaje" . Galeano. by Calle 13
"El viaje" . Galeano. by Calle 13
junho 21, 2015
junho 18, 2015
maio 24, 2015
the world as a polka dot
Yayoi Kusama (b 1929) is the most important contemporary artist living in Japan today:
Alice in a polka dot world:
Alice in a polka dot world:
maio 15, 2015
maio 14, 2015
abril 27, 2015
( trust... )
For everything there is a season, and a time for every matter under heaven:
a time to be born, and a time to die
a time to plant, and a time to pluck up what is planted
a time to kill and a time to heal
a time to break down and a time to build up
a time to weep, and a time to laugh
a time to mourn, and a time to dance
a time to cast away stones, and a time to gather stones together
a time to embrace, and a time to refrain from embracing
a time to seek, and a time to lose
a time to keep, and a time to cast away
a time to tear, and a time to sew
a time to keep silent, and a time to speak
a time to love, and a time to hate
a time for war, and a time for peace.
- Ecclesiastes 3:1-8
img. mandana sadat
abril 24, 2015
le livre d'artiste n'est pas un livre d'art
abril 16, 2015
março 30, 2015
março 08, 2015
para a tristeza...
“Decía mi abuela que cuando una mujer se sintiera triste lo mejor que
podía hacer era trenzarse el cabello; de esta manera el dolor quedaría
atrapado entre los cabellos y no podría llegar hasta el resto del
cuerpo; había que tener cuidado de que la tristeza no se metiera en los
ojos pues los harìa llover, tampoco era bueno dejarla entrar en nuestros
labios pues los obligaría a decir cosas que no eran ciertas, que no se
meta entre tus manos -me decía- porque puedes tostar de más el café o
dejar cruda la masa; y es que a la tristeza le gusta el sabor
amargo. Cuando te sientas triste niña, trénzate el cabello; atrapa el
dolor en la madeja y déjalo escapar cuando el viento del norte pegue
con fuerza.
Nuestro cabello es una red capaz de atraparlo todo, es fuerte como las raíces del ahuehuete y suave como la espuma del atole.
Que no te agarre desprevenida la melancolía mi niña, aun si tienes el corazón roto o los huesos fríos por alguna ausencia. No la dejes meterse en ti con tu cabello suelto, porque fluirá en cascada por los canales que la luna ha trazado entre tu cuerpo. Trenza tu tristeza, decía, siempre trenza tu tristeza…
Y mañana que despiertes con el canto del gorrión la encontrarás pálida y desvanecida entre el telar de tu cabello.”
"Trenzaré mi Tristeza", Paola Klug.
Nuestro cabello es una red capaz de atraparlo todo, es fuerte como las raíces del ahuehuete y suave como la espuma del atole.
Que no te agarre desprevenida la melancolía mi niña, aun si tienes el corazón roto o los huesos fríos por alguna ausencia. No la dejes meterse en ti con tu cabello suelto, porque fluirá en cascada por los canales que la luna ha trazado entre tu cuerpo. Trenza tu tristeza, decía, siempre trenza tu tristeza…
Y mañana que despiertes con el canto del gorrión la encontrarás pálida y desvanecida entre el telar de tu cabello.”
"Trenzaré mi Tristeza", Paola Klug.
março 04, 2015
to make everything you need a cloud.... or a flower
If you are a poet, you will see clearly
that there is a cloud floating in this sheet of paper.
Without a cloud, there will be no rain;
without rain, the trees cannot grow:
and without trees, we cannot make paper.
The cloud is essential for the paper to exist.
If the cloud is not here, the sheet of paper cannot
be here either.
-Thich Nhat Hanh -
To make a table you need wood,
to make wood you need a tree
to make a tree you need a seed,
to make a seed you need a fruit
to make a fruit you need a flower,
to make a table you need a flower.
To make a flower you need a branch,
to make a branch you need a tree
to make a tree you need a forest,
to make a forest you need a mountain
to make a mountain you need earth,
to make the earth you need a flower
to make everything you need a flower.
- Gianni Rodari -
março 03, 2015
fevereiro 15, 2015
mutazione silente
by Roberto Kusterle.
( Photographer, born in Italy, 1948. At the end of the 80's, his interest in photography begins, focusing in a research of the human representation in connection with nature around it. The images of the themes tackled tell us about a unique time where separations between dreams, reality, Men and animal melt down and uprise into a form of tight cohabitation thus transforming vital energy into ethic tension ).
fevereiro 14, 2015
novembro 21, 2014
recado aos pais
Haz con tus propias manos
La cuna de tu hijo,
Que tu mujer te vea
Cortar el paraíso
Para colgar del techo
Como en los tiempos idos
Que volverán un día
Hazla como te digo.
Trabajarás de noche,
Que se oiga tu martillo, “Está haciendo la cuna”
Que diga tu vecino,
Alguna vez la sangre
Te manchará el anillo,
Que tu mujer la enjugue
Que manche su vestido.
Las noches serán blancas
De columpiado pino
Harás según el árbol
La cuna de tu niño
Para que tenga el sueño En su oquedad de nido,
Para que tenga el ángel
En un oculto grillo.
La obra será tuya,
Verás que no es lo mismo,
Será como tus brazos
La cuna de tu hijo,
Se mecerá con aire
Te acordarás del pino,
Dirás duerme en mi cuna
Verás que no es lo mismo.
Poema: José Pedroni
Música: Damián Sánchez
Vozes:Julián Prados, Omar Hueda, Eduardo Valerdi, Luis Raúl Facello
Música: Damián Sánchez
Vozes:Julián Prados, Omar Hueda, Eduardo Valerdi, Luis Raúl Facello
novembro 12, 2014
novembro 03, 2014
as bruxas malvadas fazem bem aos meninos
Este título é perfeito, sim, Rita : )
( para o texto da nossa bela conversa sobre bruxas e outros escuros nos livros para crianças com a Rita Pimenta, do jornal Público. Grata pelo espaço de qualidade que continuas a persistentemente dedicar à literatura infantil ).
img. Maurizio A. C. Quarello para o livro da OQO, "A Bruxa Arreganhadentes".
outubro 29, 2014
raízes (?)
Outros que não eu teriam falado de ‘raízes’… Não emprego esse
vocabulário. Não gosto de ‘raízes’ e da imagem ainda menos. As raízes
enfiam-se na terra, contorcem-se na lama, crescem nas trevas, mantêm a
árvore cativa desde o seu nascimento e alimentam-na graças a uma
chantagem. ‘Se te libertas, morres!’ As árvores têm de se resignar,
precisam das suas raízes; os homens não. Respiramos a luz, cobiçamos o
céu e quando nos metemos na terra é para a apodrecer. (…)
Amin Maalouf, Origens.
img. Dora Maar
Agradeço à Nádia Sacoor esta referência, num belo encontro nosso, ontem.
Amin Maalouf, Origens.
img. Dora Maar
Agradeço à Nádia Sacoor esta referência, num belo encontro nosso, ontem.
outubro 27, 2014
peixe lua

"Para onde vai tudo aquilo que imaginamos ? Voa para trás dos Frigoríficos
Encaixa-se atrás de um tijolo Solto
Enfia-se Misteriosamente dentro de uma garrafa Vazia
É levado pelo Vento até ao cais e apanha Boleia de um navio cruzeiro
Descansa dentro dos relógios dos Avós
Passeia dentro dos Livros de receitas culinárias
Agarra-se às copas das árvores no OutonoPara onde quer que vá, há uma coisa espantosa que acontece.
As coisas que imaginamos juntam-se magneticamente às coisas que os outros imaginam
e vão–se unindo devagar, formando uma bola imensa que rebola pelo mundo e fica a
boiar na superfície dos oceanos, onde conversa longamente com o único ser que a
entende, com a sua linguagem estranha e sonhadora…"
O Peixe Lua.
Um espectáculo que explora música vocal de diversas épocas e geografias, desde um fragmento
de um coro grego da Oresteia de Eurípides a peças de música contemporânea, passando
por temas tradicionais ou por uma polifonia francesa do séc. XVIII.
Uma expedição por recantos do mundo onde podemos observar o céu e quase tocar a
Lua mas sempre em busca de algo, de um ser fantástico e fascinante que pode estar
muito perto ou pode mesmo ser um sítio dentro de nós.
“PEIXE LUA” avança no tempo e no espaço como um ritual atemporal, um canto
universal, uma constelação tão familiar quanto bizarra…
De e com interpretação de Carla Galvão e Fernando Mota, um sensibilissimo espectáculo (para antes e muito depois dos 6 anos indicados).
Queremos que volte outra vez, para repetir o mergulho e levarmos connosco quem não o viu.
outubro 21, 2014
não há descanso sem amor
não há descanso
sem amor,
não há sono
sem sonhos
de amor
loucos ou indiferentes que sejamos
obcecados com anjos
ou máquinas,
o derradeiro desejo
é amor
(...)
Os corpos quentes
brilham juntos
no escuro,
move-se a mão
para o centro
da carne,
treme a pele
de felicidade
e vem-se a alma
exuberante aos olhos
sim, sim,
era isso
que eu queria,
que eu sempre quis ,
eu sempre quis,
regressar
ao corpo onde eu nasci.
"Canção" in O uivo e outros poemas de Allen Ginsberg
numa brilhante tradução de Margarida Vale de Gato para a edição Relógio D'Água.
img. colette saint yves
setembro 22, 2014
Subscrever:
Mensagens
(
Atom
)






























