abril 18, 2006

eu Rosie, eu se falasse, eu dir-te-ia



"Eu, Rosie, eu se falasse eu dir-te-ia Que partout, everywhere, em toda a parte, A vida égale, idêntica, the same, É sempre um esforço inútil, Um voo cego a nada. Mas dancemos; dancemos Já que temos A valsa começada E o Nada Deve acabar-se também, Como todas as coisas. Tu pensas Nas vantagens imensas De um par Que paga sem falar; Eu, nauseado e grogue, Eu penso, vê lá bem, Em Arles e na orelha de Van Gogh... E assim entre o que eu penso e o que tu sentes A ponte que nos une - é estar ausentes."

Reinaldo Ferreira
( e também letra para uma canção de Fausto )

7 comentários :

125_azul disse...

"A ponte que nos une é estar ausente" so, so sad...
Um beijinho com votos de que a páscoa, tempo de renovação, tenha sido doce

planaltobie disse...

E não é verdade? ... Não é a dessintonia próxima, uma separação de almas? ...Não é, olhares desencontrados, paradoxalmente a ponte que nos une?

Marion disse...

que belo ... pertubador também, obrigada pela visita - que gozo me deu vir até aqui

Arion disse...

Compreendo essa ponte... Beijo!

Fábia S disse...

Maravilhoso esse texto! E hoje que estava pensando (e já vou) postar uma foto que tirei em Arles. Beijo.

UrsaM disse...

Triste... belo e
muitas vezes, vero!

Anónimo disse...

Eu Rosie, eu se falasse, eu dir-te-ia

Eu, Rosie, eu se falasse eu dir-te-ia
Que partout, everywhere, em toda a parte,
A vida égale, idêntica, the same,
É sempre um esforço inútil,
Um voo cego a nada.
Mas dancemos; dancemos
Já que temos
A valsa começada
E o Nada
Deve acabar-se também,
Como todas as coisas.
Tu pensas
Nas vantagens imensas
De um par
Que paga sem falar;
Eu, nauseado e grogue,
Eu penso, vê lá bem,
Em Arles e na orelha de Van Gogh...
E assim entre o que eu penso e o que tu sentes
A ponte que nos une - é estar ausentes.

Reinaldo Ferreira

Como o post não referencia, isto é um poema e como tal deve ser transcrito, pois assim não sendo, desrespeita-se um dos maiores nomes da poesia escrita em Português