junho 28, 2017

( )

"it is the very error of the moon; 
she comes more nearer earth than she was wont, 
and makes men mad..."
william shakespeare - othello | othello to emilia, act v, scene

img: nikki mcclure

junho 22, 2017

E então a mãe deu-lhe pão, e deu-lhe leite, deu-lhe carne....

"Every life that you live will give material for fiction. But given that I do have children, it is that experience of just the simple thing of seeing life in the round. It’s so dull to say that, but it is extraordinary to see your childhood replayed, refracted, to see yourself saying things your parents said, to be in this new relation to death."

  img. carll cneut in António do outro lado do mundo

fevereiro 17, 2017

A de amor

Cuando tenía siete años, tres meses, dos semanas y cuatro días, me enamoré por primera vez.
Lo supe cuando a la hora del recreo me vi a mí mismo partiendo en dos mi galleta de miel y dándole uno de los trozos a Gretel, mi compañera de curso.
La mitad que le di fue la más grande y eso, en lugar de importarme, me puso feliz.
"A de amor" anoté en mi cuaderno, pero no supe qué más escribir, así que me quedé mirando a través de la ventana. En unas horas más, ese mismo sol que alumbraba el patio se escondería y todo se pondría naranjo. Como las galletas de miel. Como el verano que anunciaba el final de curso. Como el pelo de Gretel.


In La infancia de Max Bill - texto de María José Ferrada, ilustrado por Rodrigo Marín Matamoros

novembro 27, 2016

( dancing would be ok ... great... wonderful!)

 
( by yves saint laurent - introducing ballerine shoes )

novembro 10, 2016

"how we spend our days is, of course, 
how we spend our life"
Annie Dillard 









via brain pickings / img. elena odriozola

agosto 10, 2016

( verão )

algo existe num dia de verão,
no lento apagar de suas chamas,
que me impele a ser solene.
algo, num meio-dia de verão,
uma fundura - um azul - uma fragrância,
que o êxtase transcende.
há, também, numa noite de verão,
algo tão brilhante e arrebatador
que só para ver aplaudo -

e escondo minha face inquisidora
receando que um encanto assim tão trêmulo

e subtil, de mim se escape.

Emily Dickinson
(tradução de Lúcia Olinto)

img. dora

abril 30, 2016

sur le chemin de l'école

 
Um filme. Mais informações, aqui.

março 31, 2016

my shadow ... can.

Sometimes shadows can do things I cannot do.
If there is something I want to and I cannot,
maybe my shadow can do it.


The Shadow Book by Beatrice Schenk de Regniers and Isabel Gordon (photos)

fevereiro 16, 2016

“ you don’t spell it you feel it ”


Piglet: how do you spell love?
Pooh:  you don’t spell it you feel it.

- Winnie The Pooh

janeiro 15, 2016

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 img. dora












What we call the beginning is often the end. And to make an end is to make a beginning. The end is where we start from.
— T.S. Eliot


janeiro 01, 2016

dezembro 31, 2015

ahora contaremos doce



















Ahora contaremos doce
y nos quedamos todos quietos.
Por una vez sobre la tierra
no hablemos en ningun idioma,
por un segundo detengamonos,

no movamos tanto los brazos. 
Seria un minuto fragante,
sin prisa, sin locomotoras,
todos estariamos juntos

en una inquietud instantanea.    
Los pescadores del mar frio
no harian danio a las ballenas
y el trabajador de la sal

miraria sus manos rotas.   
Los que preparan guerras verdes,
guerras de gas, guerras de fuego,
victorias sin sobrevivientes,
se pondrian un traje puro
y andarian con sus hermanos

por la sombra, sin hacer nada.   
No se confunda lo que quiero
con la inaccion definitiva:
la vida es solo lo que se hace,

no quiero nada con la muerte.   
Si no pudimos ser unanimes
moviendo tanto nuestras vidas,
tal vez no hacer nada una vez,
tal vez un gran silencio pueda
interrumpir esta tristeza,
este no entendernos jamas
y amenazarnos con la muerte,
tal vez la tierra nos ensenie
cuando todo parece muerto

y luego todo estaba vivo.    
Ahora contare hasta doce
y tu te callas y me voy.

pablo neruda, "a callarse" 
img, silvia  bolognesi

dezembro 01, 2015

la double vie

Eu não sou eu. 
Eu sou aquele que anda ao meu lado sem que eu o veja,
a quem, às vezes, visito e, às vezes, esqueço.
Sou aquele que cala quando falo, 

que mansamente perdoa quando odeio, 
que vagueia por onde não estou, 
que permanecerá de pé quando eu morrer."
Juan Ramon Jimenez

novembro 19, 2015

the chromatic diet


 An artistic creation of the writer Paul Auster and the visual artist Sophie Calle

novembro 15, 2015

o caderno do jardineiro

tudo no meu corpo é ânsia de colo 
sou a mãe e a criança misturadas no amor 
amo a mim mesma condoída
como a um próximo distante
amo o que neste corpo velho já fui
o bicho também 
e assim
o amor se estende às pedras
à árvore vergada de frutos e à água
e é tudo amor por mim mesma
ou será amor

Angela Lago vai lançar seu primeiro livro de poemas
Escritora, ilustradora e tradutora de Rainer Maria Rilke e Emily Dickson, a mineira Angela-Lago, conhecida por seus delicados livros para crianças, estreia na poesia com O Caderno do Jardineiro, no início de 2016, pela SM. Foram os novos ares – desde o ano passado, ela vive na pequena Vila do Biribiri, perto de Diamantina – que a inspiraram a experimentar o gênero. A obra traz 26 poemas sobre flores, com ilustrações que exploram a ideia de transparência e incompletude feitas com base em fotografias. Este poema chama-se "Árvore Vergada".

( via Babel )