maio 14, 2015
abril 27, 2015
( trust... )
For everything there is a season, and a time for every matter under heaven:
a time to be born, and a time to die
a time to plant, and a time to pluck up what is planted
a time to kill and a time to heal
a time to break down and a time to build up
a time to weep, and a time to laugh
a time to mourn, and a time to dance
a time to cast away stones, and a time to gather stones together
a time to embrace, and a time to refrain from embracing
a time to seek, and a time to lose
a time to keep, and a time to cast away
a time to tear, and a time to sew
a time to keep silent, and a time to speak
a time to love, and a time to hate
a time for war, and a time for peace.
- Ecclesiastes 3:1-8
img. mandana sadat
abril 24, 2015
le livre d'artiste n'est pas un livre d'art
abril 16, 2015
março 30, 2015
março 08, 2015
para a tristeza...
“Decía mi abuela que cuando una mujer se sintiera triste lo mejor que
podía hacer era trenzarse el cabello; de esta manera el dolor quedaría
atrapado entre los cabellos y no podría llegar hasta el resto del
cuerpo; había que tener cuidado de que la tristeza no se metiera en los
ojos pues los harìa llover, tampoco era bueno dejarla entrar en nuestros
labios pues los obligaría a decir cosas que no eran ciertas, que no se
meta entre tus manos -me decía- porque puedes tostar de más el café o
dejar cruda la masa; y es que a la tristeza le gusta el sabor
amargo. Cuando te sientas triste niña, trénzate el cabello; atrapa el
dolor en la madeja y déjalo escapar cuando el viento del norte pegue
con fuerza.
Nuestro cabello es una red capaz de atraparlo todo, es fuerte como las raíces del ahuehuete y suave como la espuma del atole.
Que no te agarre desprevenida la melancolía mi niña, aun si tienes el corazón roto o los huesos fríos por alguna ausencia. No la dejes meterse en ti con tu cabello suelto, porque fluirá en cascada por los canales que la luna ha trazado entre tu cuerpo. Trenza tu tristeza, decía, siempre trenza tu tristeza…
Y mañana que despiertes con el canto del gorrión la encontrarás pálida y desvanecida entre el telar de tu cabello.”
"Trenzaré mi Tristeza", Paola Klug.
Nuestro cabello es una red capaz de atraparlo todo, es fuerte como las raíces del ahuehuete y suave como la espuma del atole.
Que no te agarre desprevenida la melancolía mi niña, aun si tienes el corazón roto o los huesos fríos por alguna ausencia. No la dejes meterse en ti con tu cabello suelto, porque fluirá en cascada por los canales que la luna ha trazado entre tu cuerpo. Trenza tu tristeza, decía, siempre trenza tu tristeza…
Y mañana que despiertes con el canto del gorrión la encontrarás pálida y desvanecida entre el telar de tu cabello.”
"Trenzaré mi Tristeza", Paola Klug.
março 04, 2015
to make everything you need a cloud.... or a flower
If you are a poet, you will see clearly
that there is a cloud floating in this sheet of paper.
Without a cloud, there will be no rain;
without rain, the trees cannot grow:
and without trees, we cannot make paper.
The cloud is essential for the paper to exist.
If the cloud is not here, the sheet of paper cannot
be here either.
-Thich Nhat Hanh -
To make a table you need wood,
to make wood you need a tree
to make a tree you need a seed,
to make a seed you need a fruit
to make a fruit you need a flower,
to make a table you need a flower.
To make a flower you need a branch,
to make a branch you need a tree
to make a tree you need a forest,
to make a forest you need a mountain
to make a mountain you need earth,
to make the earth you need a flower
to make everything you need a flower.
- Gianni Rodari -
março 03, 2015
fevereiro 15, 2015
mutazione silente
by Roberto Kusterle.
( Photographer, born in Italy, 1948. At the end of the 80's, his interest in photography begins, focusing in a research of the human representation in connection with nature around it. The images of the themes tackled tell us about a unique time where separations between dreams, reality, Men and animal melt down and uprise into a form of tight cohabitation thus transforming vital energy into ethic tension ).
fevereiro 14, 2015
novembro 21, 2014
recado aos pais
Haz con tus propias manos
La cuna de tu hijo,
Que tu mujer te vea
Cortar el paraíso
Para colgar del techo
Como en los tiempos idos
Que volverán un día
Hazla como te digo.
Trabajarás de noche,
Que se oiga tu martillo, “Está haciendo la cuna”
Que diga tu vecino,
Alguna vez la sangre
Te manchará el anillo,
Que tu mujer la enjugue
Que manche su vestido.
Las noches serán blancas
De columpiado pino
Harás según el árbol
La cuna de tu niño
Para que tenga el sueño En su oquedad de nido,
Para que tenga el ángel
En un oculto grillo.
La obra será tuya,
Verás que no es lo mismo,
Será como tus brazos
La cuna de tu hijo,
Se mecerá con aire
Te acordarás del pino,
Dirás duerme en mi cuna
Verás que no es lo mismo.
Poema: José Pedroni
Música: Damián Sánchez
Vozes:Julián Prados, Omar Hueda, Eduardo Valerdi, Luis Raúl Facello
Música: Damián Sánchez
Vozes:Julián Prados, Omar Hueda, Eduardo Valerdi, Luis Raúl Facello
novembro 12, 2014
novembro 03, 2014
as bruxas malvadas fazem bem aos meninos
Este título é perfeito, sim, Rita : )
( para o texto da nossa bela conversa sobre bruxas e outros escuros nos livros para crianças com a Rita Pimenta, do jornal Público. Grata pelo espaço de qualidade que continuas a persistentemente dedicar à literatura infantil ).
img. Maurizio A. C. Quarello para o livro da OQO, "A Bruxa Arreganhadentes".
outubro 29, 2014
raízes (?)
Outros que não eu teriam falado de ‘raízes’… Não emprego esse
vocabulário. Não gosto de ‘raízes’ e da imagem ainda menos. As raízes
enfiam-se na terra, contorcem-se na lama, crescem nas trevas, mantêm a
árvore cativa desde o seu nascimento e alimentam-na graças a uma
chantagem. ‘Se te libertas, morres!’ As árvores têm de se resignar,
precisam das suas raízes; os homens não. Respiramos a luz, cobiçamos o
céu e quando nos metemos na terra é para a apodrecer. (…)
Amin Maalouf, Origens.
img. Dora Maar
Agradeço à Nádia Sacoor esta referência, num belo encontro nosso, ontem.
Amin Maalouf, Origens.
img. Dora Maar
Agradeço à Nádia Sacoor esta referência, num belo encontro nosso, ontem.
outubro 27, 2014
peixe lua

"Para onde vai tudo aquilo que imaginamos ? Voa para trás dos Frigoríficos
Encaixa-se atrás de um tijolo Solto
Enfia-se Misteriosamente dentro de uma garrafa Vazia
É levado pelo Vento até ao cais e apanha Boleia de um navio cruzeiro
Descansa dentro dos relógios dos Avós
Passeia dentro dos Livros de receitas culinárias
Agarra-se às copas das árvores no OutonoPara onde quer que vá, há uma coisa espantosa que acontece.
As coisas que imaginamos juntam-se magneticamente às coisas que os outros imaginam
e vão–se unindo devagar, formando uma bola imensa que rebola pelo mundo e fica a
boiar na superfície dos oceanos, onde conversa longamente com o único ser que a
entende, com a sua linguagem estranha e sonhadora…"
O Peixe Lua.
Um espectáculo que explora música vocal de diversas épocas e geografias, desde um fragmento
de um coro grego da Oresteia de Eurípides a peças de música contemporânea, passando
por temas tradicionais ou por uma polifonia francesa do séc. XVIII.
Uma expedição por recantos do mundo onde podemos observar o céu e quase tocar a
Lua mas sempre em busca de algo, de um ser fantástico e fascinante que pode estar
muito perto ou pode mesmo ser um sítio dentro de nós.
“PEIXE LUA” avança no tempo e no espaço como um ritual atemporal, um canto
universal, uma constelação tão familiar quanto bizarra…
De e com interpretação de Carla Galvão e Fernando Mota, um sensibilissimo espectáculo (para antes e muito depois dos 6 anos indicados).
Queremos que volte outra vez, para repetir o mergulho e levarmos connosco quem não o viu.
outubro 21, 2014
não há descanso sem amor
não há descanso
sem amor,
não há sono
sem sonhos
de amor
loucos ou indiferentes que sejamos
obcecados com anjos
ou máquinas,
o derradeiro desejo
é amor
(...)
Os corpos quentes
brilham juntos
no escuro,
move-se a mão
para o centro
da carne,
treme a pele
de felicidade
e vem-se a alma
exuberante aos olhos
sim, sim,
era isso
que eu queria,
que eu sempre quis ,
eu sempre quis,
regressar
ao corpo onde eu nasci.
"Canção" in O uivo e outros poemas de Allen Ginsberg
numa brilhante tradução de Margarida Vale de Gato para a edição Relógio D'Água.
img. colette saint yves
setembro 22, 2014
agosto 24, 2014
eu andarilho, nós andarilhamos, tu...
Este Agosto volta a ser das palavras que andam, que correm, que voam e nos levam em romaria encantada até Beja.
Um programa imenso para viver, porque é disso que por ali se trata: celebra-se o modo de estar dos que não sobrevivem sem histórias. Ali se encontram, trocam-nas e multiplicam. Uma espécie de seita onde nos descobrimos todos, porque irresistível é o apelo da matéria de que somos feitos: palavras, corpo, gesto. Quem vai, fica para sempre.
Vamos?
Eu vou, claro.
Ps. Sobre o festival deste ano, fala a Cristina Taquelim ao Público neste belo artigo acabado de sair.
agosto 19, 2014
reticências
Arrumar a vida, pôr prateleiras na vontade e na acção.
Quero fazer isto agora, como sempre quis, com o mesmo resultado;
Mas que bom ter o propósito claro, firme só na clareza, de fazer qualquer coisa!
Vou fazer as malas para o Definitivo,
Organizar Álvaro de Campos,
E amanhã ficar na mesma coisa que antes de ontem — um antes de ontem que é sempre...
Sorrio do conhecimento antecipado da coisa-nenhuma que serei.
Sorrio ao menos; sempre é alguma coisa o sorrir...
Produtos românticos, nós todos...
E se não fôssemos produtos românticos, se calhar não seríamos nada.
Assim se faz a literatura...
Santos Deuses, assim até se faz a vida!
Os outros também são românticos,
Os outros também não realizam nada, e são ricos e pobres,
Os outros também levam a vida a olhar para as malas a arrumar,
Os outros também dormem ao lado dos papéis meio compostos,
Os outros também são eu.
(...)
Álvaro de Campos
Quero fazer isto agora, como sempre quis, com o mesmo resultado;
Mas que bom ter o propósito claro, firme só na clareza, de fazer qualquer coisa!
Vou fazer as malas para o Definitivo,
Organizar Álvaro de Campos,
E amanhã ficar na mesma coisa que antes de ontem — um antes de ontem que é sempre...
Sorrio do conhecimento antecipado da coisa-nenhuma que serei.
Sorrio ao menos; sempre é alguma coisa o sorrir...
Produtos românticos, nós todos...
E se não fôssemos produtos românticos, se calhar não seríamos nada.
Assim se faz a literatura...
Santos Deuses, assim até se faz a vida!
Os outros também são românticos,
Os outros também não realizam nada, e são ricos e pobres,
Os outros também levam a vida a olhar para as malas a arrumar,
Os outros também dormem ao lado dos papéis meio compostos,
Os outros também são eu.
(...)
Álvaro de Campos
img. Galileo ("desenhos da lua")
julho 24, 2014
Dicionário de Literatura Infantil e Juvenil
Calhou-me a letra E ( ou não fosse por E que começa o nome dela, mas isso é outra história : ) .
Esta é uma entrada do dicionário em construção que a revista Blimunda vem editando mensalmente. Cada letra é "ilustrada" com palavras por dois convidados. Meu companheiro de E foi o António Mota (podem ver aqui).
Vejam também todas as outras entradas, nos outros números, e tudo o resto nestas revistas, no topo do melhor que se faz em Portugal sobre literatura. São oferecidas online pela Fundação Saramago, com o design soberbo da Silva Designers. Parabéns à Andreia Brites e à Sara Figueiredo Costa, que a escrevem.
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