abril 29, 2013
abril 11, 2013
Conferência Internacional | Valuing Baby and Family Passion
A conferência Internacional "Valuing Baby and Family Passion Towards a Science of Happiness" é organizada pela Fundação Brazelton/Gomes-Pedro Para as Ciências do Bebé e da Família. Acontece nos dias 7 e 8 de Maio, no Auditório 2 da Fundação Calouste Gulbenkian.
A entrada é livre, mas sujeita a inscrição prévia.
abril 06, 2013
seduced by art
No âmbito da magnifica exposição "Seduced by Art" que tive a sorte de poder ver duas vezes nas suas adaptadas versões (Londres e Barcelona), uma obra em vídeo muito curiosa, com a transformação de uma modelo em Lady Eastlake (1809-1893), escritora e crítica de arte britânica. A intenção foi pois colocar o vídeo junto a uma foto original que os pioneiros do retrato Hill y Adamson fizeram em 1844 desta mulher, no primeiro estudio fotográfico da Escócia. Como refere o jornal espanhol 20 minutos, é uma espécie de máquina do tempo para trás.
abril 05, 2013
abril 03, 2013
phenomenal storytelling
22 regras para fazer uma história
( baseado nos tweets de Emma Coats, autora de storyboards para a Pixar )
a infografia pode ser comprada impressa ou descarregada em alta resolução aqui
fonte: huff post books
( baseado nos tweets de Emma Coats, autora de storyboards para a Pixar )
a infografia pode ser comprada impressa ou descarregada em alta resolução aqui
fonte: huff post books
#1: You admire a character for trying more than for their successes.
#2: You gotta keep in mind what's interesting to you as an audience, not what's fun to do as a writer. They can be v. different.
#3: Trying for theme is important, but you won't see what the story is actually about til you're at the end of it. Now rewrite.
#4: Once upon a time there was ___. Every day, ___. One day ___. Because of that, ___. Because of that, ___. Until finally ___.
#5: Simplify. Focus. Combine characters. Hop over detours. You'll feel like you're losing valuable stuff but it sets you free.
#6: What is your character good at, comfortable with? Throw the polar opposite at them. Challenge them. How do they deal?
#7: Come up with your ending before you figure out your middle. Seriously. Endings are hard, get yours working up front.
#8: Finish your story, let go even if it's not perfect. In an ideal world you have both, but move on. Do better next time.
#9: When you're stuck, make a list of what WOULDN'T happen next. Lots of times the material to get you unstuck will show up.
#10: Pull apart the stories you like. What you like in them is a part of you; you've got to recognize it before you can use it.
#11: Putting it on paper lets you start fixing it. If it stays in your head, a perfect idea, you'll never share it with anyone.
#12: Discount the 1st thing that comes to mind. And the 2nd, 3rd, 4th, 5th – get the obvious out of the way. Surprise yourself.
#13: Give your characters opinions. Passive/malleable might seem likable to you as you write, but it's poison to the audience.
#14: Why must you tell THIS story? What's the belief burning within you that your story feeds off of? That's the heart of it.
#15: If you were your character, in this situation, how would you feel? Honesty lends credibility to unbelievable situations.
#16: What are the stakes? Give us reason to root for the character. What happens if they don't succeed? Stack the odds against.
#17: No work is ever wasted. If it's not working, let go and move on - it'll come back around to be useful later.
#18: You have to know yourself: the difference between doing your best & fussing. Story is testing, not refining.
#19: Coincidences to get characters into trouble are great; coincidences to get them out of it are cheating.
#20: Exercise: take the building blocks of a movie you dislike. How d'you rearrange them into what you DO like?
#21: You gotta identify with your situation/characters, can't just write ‘cool'. What would make YOU act that way?
#22: What's the essence of your story? Most economical telling of it? If you know that, you can build out from there.
abril 02, 2013
celebrar em laranja

E porque é dia internacional do livro infantil é dia Planeta Tangerina. Bi-vencedor este ano em Bolonha, com o prémio bop e uma menção especial com o livro A Ilha.
Sempre soubemos que eram vencedores. É muito bom e feliz acontecimento que o mundo inteiro o sublinhe.
O público e o dn contextualizam estas distinções e as páginas da Feira de Bolonha também: bop e opera prima.
Parabéns a todos nesta editora, para além do mais, feita de gente.
Parabéns a todos nesta editora, para além do mais, feita de gente.
março 04, 2013
real isn't how you are made...
“Real isn't how you are made,' said the Skin Horse. 'It's a thing that happens to you. When a child loves you for a long, long time, not just to play with, but REALLY loves you, then you become Real.'
'Does it hurt?' asked the Rabbit.
'Sometimes,' said the Skin Horse, for he was always truthful. 'When you are Real you don't mind being hurt.'
'Does it happen all at once, like being wound up,' he asked, 'or bit by bit?'
'It doesn't happen all at once,' said the Skin Horse. 'You become. It takes a long time. That's why it doesn't happen often to people who break easily, or have sharp edges, or who have to be carefully kept. Generally, by the time you are Real, most of your hair has been loved off, and your eyes drop out and you get loose in the joints and very shabby. But these things don't matter at all, because once you are Real you can't be ugly, except to people who don't understand.” ― Margery Williams, The Velveteen Rabbit .
This classic book is beautifully read aloud by Xe Sands, here:
fevereiro 28, 2013
beautiful nikki mcclure


a generous self-guided tour. worth watching every minute of this long lecture.
from her website:" Her work depicts the virtues of hard labor and patience, which is inherent in her process as well as in the images themselves: weathered hands washing dishes, people sweeping, mothers caring for their babies, and farmers working the land. But there is also a large element of celebration, of taking the time to roll around in the grass and get wet from the early morning dew. The need for all of us to lay down on the ground, grab hold of the earth, look at the stars and dream. She magnifies the importance of simple things, like the change of seasons, slowing down the world for a moment so we can actually taste it."
fevereiro 14, 2013
um amor perfeito
Um livro, poema, jogo. São cubos de brincar ao amor, com as sempre belas ilustrações da Maria João Worm.
Novo em folha, como a flor ( ou como o amor deve ser ). Comprei aqui, a chegar perfeito pelo correio, num dos próximos dias.
fevereiro 13, 2013
les poings sur les îles
fevereiro 12, 2013
janeiro 30, 2013
babar is back

O Babar não é do meu tempo, ou melhor, eu não sou do tempo do Babar. Refiro-me aos livros e a tudo que lhe diz respeito. Nem na sua origem, nem no tempo do seu revivalismo. Confessando mesmo, nunca simpatizei por ai além com este elefante de fatiota verde, mais homem que bicho.... até ao dia que o conheci, de verdade elefante, em corpo de homem.
Um pequeno espéctaculo, sensível e muito belo, absolutamente a não perder, em reposição na Escola de Música do Conservatório. Sábados e Domingos, sem idade.
Informações aqui
janeiro 10, 2013
all books were of divination
" Perhaps it is only in childhood that books have any deep influence on our lives. In later life we admire, we are entertained, we may modify some views we already hold, but we are more likely to find in books merely a confirmation of what is in our minds already: as in a love affair, it is our own features that we see reflected flatteringly back.
img. noemi villamuza
But in childhood all books are books of divination, telling us about the future, and like the fortune-teller who sees a long journey in the cards or death by water, they influence the future."
img. noemi villamuza
janeiro 01, 2013
dezembro 31, 2012
dezembro 30, 2012
depois do Natal
Aí estão eles. Muitos. Distinguem-se ao longe
pelos tons de vermelhos que exalam, suportados por branco em pinceladas, pelos
grandes formatos e capas brilhantes. Surgem todos juntos, o que agrava os
sintomas, normalmente em pequenas mesas, baixas.
Pois é, o
Natal. E as livrarias a tornarem-se sucursais do Pólo Norte, onde as renas não
chegaram por se enganarem no caminho ou de onde os gnomos não saíram por
excessos laborais. As cartas em montes encontram um atrapalhado senhor de
barbas brancas, salvo por uma minúscula figura, um rato, por exemplo. Há sempre
um menino triste algures e um milagre de última hora em forma quadrada de
prenda embrulhada em laçarote chamativo. E uma moderna figura, já clássica pela
recorrência, fazendo jus ao popular “por detrás de um homem há sempre uma
mulher” e ao sabor dos tempos de girl
power: a Srª Natal ou, mais estranho ainda, a Mãe Natal. De figura
secundária, ganha terreno de ano para ano, em contraponto ao progressivo
cansaço do marido.
O
psicologismo das personagens na literatura infantil, forte na
contemporaneidade, ataca estas latitudes espaciais e temporais. Os resultados
são questionáveis ou não fosse este o momento mais para contemplação que de
afirmação de egos.
A existir,
tenho saudades do Pai Natal figura tranquila, voadora e viajante, insuflada
mais de ar que de peso terreno e calorias, competente na sua profissão e sem
dramas existenciais. Um cenário, mais que personagem. Prefiro a linearidade
desse silêncio, que a repetição estridente de enredos domésticos em drama de
trazer por casa que não apetecem nada nesta altura ( nem em nenhuma ). Já bem
bastam os acelerados centros comerciais e o pai ( a sério ) que estará a
trabalhar na noite de 24 e não virá para jantar.
Assim, e
em regra com muito poucas excepções, reajo tipo sarampo – mas ao contrário,
pois é do vermelho brilhante que fujo – às célebres mesas anãs e escaparates. É
que não consigo distinguir mesmo nada, no meio das estrelinhas, pinheirinhos, e
outros inhos nas capas, mais
ofuscantes que as luzes do chinês em rima competitiva com títulos estafados
pelo espectro lexical reduzidíssimo, a tentar sobressair mais que o vizinho.
Silent Night... não era este o tom ?
Por isso...
Depois do Natal ( que conheci
primeiro em francês, e que ficou comigo desde esse Março quase Abril de Bolonha
). Não se tratava este texto de fazer o isolamento de um título sazonal. Apenas
aqui o trago para sublinhar, por contraste iluminado, o que acabei de dizer.
É um livro
estranho.
Não existe
para o mercado depois do Natal ( porque tem no título a palavra “Natal” ). Não
se vende no Natal, porque não tem renas e assume uma paleta escura e nostálgica
em papel mate. Porque usa o advérbio “depois” que soa a saldos. Porque não
conta exactamente uma história. Porque a figura ri pouco mais que a Mona Lisa e
a sua androginia não é de confiança.
É um livro
estranho.
E por tudo
isso absolutamente perfeito. Pelo menos para mim. Ou não fosse estranha esta loucura
rubra em desajuste com o silêncio que o solstício de Inverno tenta sintonizar.
Um livro
em suspensão. Menos bons serão os resultados para o editor, mas exacto nessa
existência clandestina, traduzindo o indizível e a cumprir no corpo das páginas
o que o título promete.
Parece
demasiado simples ( e é ), mas requer para eco completo maturidade de quem já
atravessou muitos Dezembros. Mas, se até há pouco o julgava apenas para
adultos, uma experiência que conheci recentemente com crianças pequenas, fez-me
mudar de ideias. A literalidade disponível nas imagens e nas palavras acolhe
igualmente olhares novos, de outra forma, mas já no mesmo caminho, que aquele
que faz estrada na afirmação que a literatura infantil mais que brilho é raiz
de começo (ou não fosse a planta pequenina na mão “da menina” aquilo em que
todas repararam).
Bons dias
e começos, agora e depois.
( texto elaborado para o blogue edição exclusiva )
dezembro 23, 2012
dezembro 19, 2012
nascemos, nascemos, nascemos
Enganam-se os que pensam que só nascemos uma vez.
Para quem quiser ver a vida está cheia de nascimentos.
Nascemos muitas vezes ao longo da infância
quando os olhos se abrem em espanto e alegria.
Nascemos nas viagens sem mapa que a juventude arrisca.
Nascemos na sementeira da vida adulta,
entre invernos e primaveras maturando
a misteriosa transformação que coloca na haste a flor
e dentro da flor o perfume do fruto.
Nascemos muitas vezes naquela idade
onde os trabalhos não cessam, mas reconciliam-se
com laços interiores e caminhos adiados.
Enganam-se os que pensam que só nascemos uma vez.
Nascemos quando nos descobrimos amados e capazes de amar.
Nascemos no entusiasmo do riso e na noite de algumas lágrimas.
Nascemos na prece e no dom.
Nascemos no perdão e no confronto.
Nascemos em silêncio ou iluminados por uma palavra.
Nascemos na tarefa e na partilha.
Nascemos nos gestos ou para lá dos gestos.
Nascemos dentro de nós e no coração de Deus.
José Tolentino Mendonça
(in boletim da Agência Ecclesia, 23/12/2008. obrigada, paulo )
img. joana concejo
Para quem quiser ver a vida está cheia de nascimentos.
Nascemos muitas vezes ao longo da infância
quando os olhos se abrem em espanto e alegria.
Nascemos nas viagens sem mapa que a juventude arrisca.
Nascemos na sementeira da vida adulta,
entre invernos e primaveras maturando
a misteriosa transformação que coloca na haste a flor
e dentro da flor o perfume do fruto.
Nascemos muitas vezes naquela idade
onde os trabalhos não cessam, mas reconciliam-se
com laços interiores e caminhos adiados.
Enganam-se os que pensam que só nascemos uma vez.
Nascemos quando nos descobrimos amados e capazes de amar.
Nascemos no entusiasmo do riso e na noite de algumas lágrimas.
Nascemos na prece e no dom.
Nascemos no perdão e no confronto.
Nascemos em silêncio ou iluminados por uma palavra.
Nascemos na tarefa e na partilha.
Nascemos nos gestos ou para lá dos gestos.
Nascemos dentro de nós e no coração de Deus.
José Tolentino Mendonça
(in boletim da Agência Ecclesia, 23/12/2008. obrigada, paulo )
img. joana concejo
dezembro 08, 2012
childhood
" In the future,
children will cease to exist. As a social category, we will simply become
irrelevant. My generation is likely the last generation of children. Or
rather, the last generation to experience childhood. That doesn't necessarily
mean that now is the time to put away childish things. Instead it may
mean that the use of childish things may be extended indefinitely, until
death. "Children's Video Collective
novembro 24, 2012
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