outubro 08, 2012

to play

we don't stop playing because we grow old; we grow old because we stop playing 
G.Bernard Shaw
font.

setembro 17, 2012

Pós Graduação em Livro Infantil

Estão abertas as inscrições para a 5ª edição ( agora também na versão B-learning ): Pós-Graduação em Livro Infantil 2012-2013 - Universidade Católica de Lisboa

setembro 05, 2012

security patterns

An intense visual project about patterns on security envelopes from all over the world. here.

bem-vindo à terra incógnita

Por todas as razões, 
um festival de contos não perder:

julho 17, 2012

on LINE ( drawing through the 20th century )

uma exposição no MOMA : 

uma performance de Anne Teresa De Keersmaeker for on LINE:

junho 10, 2012

homens que são como lugares mal situados

Homens que são como lugares mal situados
Homens que são como casas saqueadas
Que são como sítios fora dos mapas
Como pedras fora do chão
Como crianças órfãs
Homens sem fuso horário
Homens agitados sem bússola onde repousem
 
Homens que são como fronteiras invadidas
Que são como caminhos barricados
Homens que querem passar pelos atalhos sufocados
Homens sulfatados por todos os destinos
Desempregados das suas vidas 
Homens que são como a negação das estratégias
Que são como os esconderijos dos contrabandistas
Homens encarcerados abrindo-se com facas
 
Homens que são como danos irreparáveis
Homens que são sobreviventes vivos
Homens que são como sítios desviados
Do lugar 

Daniel Faria in "Homens Que São Como Lugares Mal Situados" (1998)
img. edel rodriguez

maio 03, 2012

as mulheres aspiram a casa para dentro dos pulmões

As mulheres aspiram a casa para dentro dos pulmões
E muitas transformam-se em árvores cheias de ninhos - digo,
As mulheres - ainda que as casas apresentem os telhados inclinados
Ao peso dos pássaros que se abrigam.

É à janela dos filhos que as mulheres respiram
Sentadas nos degraus olhando para eles e muitas
Transformam-se em escadas

Muitas mulheres transformam-se em paisagens
Em árvores cheias de crianças trepando que se penduram
Nos ramos - no pescoço das mães - ainda que as árvores irradiem
Cheias de rebentos
As mulheres aspiram para dentro
E geram continuamente. Transformam-se em pomares.
Elas arrumam a casa
Elas põem a mesa
Ao redor do coração.

Daniel Faria in "Homens Que São Como Lugares Mal Situados" (1998)
img. Ana Ventura

maio 02, 2012

question # 7

Maurice Sendak - Kenny’s Window, 1956

abril 25, 2012

book day

Uma homenagem à Puffin, selo editorial da famosa Peguin Books, que na segunda guerra mundial ( Dezembro de 1940 ) resolve lançar uma colecção de livros-album para crianças. Apesar de todos os constrangimentos financeiros da época, a qualidade das propostas era um factor base. A economia fazia-se através de pôr artistas e escritores a trabalhar títulos individuais, mas com a garantia de cada um ser especialista na sua área. Engenho no aproveitamento do papel, relativamente a outras colecções do grupo editorial, e pranchas directamente trabalhadas pelos artistas foram outras medidas tomadas, possibilitando preços mais acessíveis comparativamente a outros livros publicados na época. De forma oportuna, os primeiros temas da série eram informativos e realistas, pois parte do seu objectivo era que as crianças - dos 7 aos 14 anos - entendessem a guerra e o campo para onde estavam a ser evacuados. Um êxito imediato, traduzido amplamente no mundo logo depois de terminada a guerra. 

abril 22, 2012

alma

"(...) 
noite alucinada

e pura,

brilhante

e escura,

bordada 

de astros " 

Sophia

abril 12, 2012

abril 06, 2012

beautiful easter


















































More ukrainian egg designs.

março 24, 2012

había una vez un cuento que contaba el mundo entero

"Había una vez un cuento que contaba el mundo entero. Ese cuento en realidad no era uno solo, sino muchos más que empezaron a poblar el mundo con sus historias de niñas desobedientes y lobos seductores, de zapatillas de cristal y príncipes enamorados, de gatos ingeniosos y soldaditos de plomo, de gigantes bonachones y fábricas de chocolate. Lo poblaron de palabras, de inteligencia, de imágenes, de personajes extraordinarios. Le permitieron reír, asombrarse, convivir. Lo cargaron de significados. Y desde entonces esos cuentos han continuado multiplicándose para decirnos mil y una veces “Había una vez un cuento que contaba el mundo entero…

Al leer, al contar o al escuchar cuentos estamos ejercitando la imaginación, como si fuera necesario darle entrenamiento para mantenerla en forma. Algún día, seguramente sin que lo sepamos, una de esas historias acudirá a nuestras vidas para ofrecernos soluciones creativas a los obstáculos que se nos presenten en el camino.

Al leer, al contar o al escuchar cuentos en voz alta también estamos repitiendo un ritual muy antiguo que ha cumplido un papel fundamental en la historia de la civilización: hacer comunidad. Alrededor de esos cuentos se han reunido las culturas, las épocas y las generaciones para decirnos que somos uno solo los japoneses, los alemanes y los mexicanos; aquellos que vivieron en el siglo XVII y nosotros que leemos un cuento en la internet; los abuelos, los padres y los hijos. Los cuentos nos llenan por igual a los seres humanos, a pesar de nuestras enormes diferencias, porque todos somos, en el fondo, sus protagonistas.

Al contrario de los organismos vivos, que nacen, se reproducen y mueren, los cuentos, que surgen colmados de fertilidad, pueden ser inmortales. En especial aquellos de tradición popular que se adecúan a las circunstancias y el contexto del presente en el que son contados o reescritos. Se trata de cuentos que, al reproducirlos o escucharlos, nos convierten en sus coautores.

Y había una vez, también, un país lleno de mitos, cuentos y leyendas que viajaron por siglos, de boca en boca, para exhibir su idea de la creación, para narrar su historia, para ofrecer su riqueza cultural, para excitar la curiosidad y llenar de sonrisas los labios. Era también un país en el que pocos de sus pobladores tenían acceso a los libros. Pero eso es una historia que ya ha empezado a cambiar. Hoy los cuentos están llegando cada vez más a rincones apartados de mi país, México. Y al encontrarse con sus lectores están cumpliendo con su papel de hacer comunidad, hacer familia y hacer individuos con mayor posibilidad de ser felices. "

Texto de Francisco Hinojosa( México ), para a mensagem do dia internacional do livro infantil 2012 do IBBY. Gosto muito da felicidade que a ilustração da Yara Kono consegue no Cartaz português da DGLB, bastante contrastada com a do cartaz oficial de Juan Gedoviuos, aqui.

março 06, 2012

( private )

Antes e depois da poética que as imagens proporcionam, penso sobre o "natural" e a ficção que as artes, neste caso a fotografia, fazem acontecer. A instalação e os minutos em a nuvem existiu - in locu a percepção seria bastante menos angélica - e a sua eternização simplificada pela câmera. O azul-céu tão a propósito nas janelas ou nas paredes, o resto do espaço em branco suspenso, ou de forte vermelho a gritar terra. Leis das gravidades e dos cúmulos. Gosto destas ilusões costuradas a linha clara.
Nimbus, do holandês berndnaut smilde, aqui e aqui.

março 01, 2012

quero-o !










..... algumas receitas para sonhar

( da espantosa Isol ): lançado no México, em breve na Argentina. E porque esta matéria não se atraca a geografias nem terras, já, quero-o.
Aqui e aqui para conhecer melhor este livro, na sua espiralada dobra vertical, no rasto brilhante na escuridão.

fevereiro 29, 2012

corrupio

















"jogo de crianças em que se anda à roda velozmente; espécie de cata-vento
de papel; vira-vento; rodopio; redemoinho."
in dicionário Porto Editora
img. Beatriz Milhazes ( em exposição no CAM até 13 de Maio )

fevereiro 26, 2012

paper people

Eyes wide shut / Eyes wide open...
                                                                                                                                                 ⓒ dora

fevereiro 23, 2012

vincitori 2012

Já são conhecidos os livros premiados em Bolonha: 
Mais informações sobre cada título no site da feira.

fevereiro 20, 2012

waldorf education

 
Um recente documentário acerca dos fundamentos base das escolas que seguem a pedagogia de Rudolf Steiner. Sublinho a abordagem concreta, importante num tempo, pelo menos em Portugal, de interpretações eufóricas, muito latas e superficiais coladas à designação Waldorf. Embora possam ser a expressão de um desejo de mudança, de "outra coisa" a nível pedagógico, é bom que se saiba do que se fala quando se dão nomes ao que se diz ( até para que os desejos possam, de facto, acontecer ).