maio 02, 2012

question # 7

Maurice Sendak - Kenny’s Window, 1956

abril 25, 2012

book day

Uma homenagem à Puffin, selo editorial da famosa Peguin Books, que na segunda guerra mundial ( Dezembro de 1940 ) resolve lançar uma colecção de livros-album para crianças. Apesar de todos os constrangimentos financeiros da época, a qualidade das propostas era um factor base. A economia fazia-se através de pôr artistas e escritores a trabalhar títulos individuais, mas com a garantia de cada um ser especialista na sua área. Engenho no aproveitamento do papel, relativamente a outras colecções do grupo editorial, e pranchas directamente trabalhadas pelos artistas foram outras medidas tomadas, possibilitando preços mais acessíveis comparativamente a outros livros publicados na época. De forma oportuna, os primeiros temas da série eram informativos e realistas, pois parte do seu objectivo era que as crianças - dos 7 aos 14 anos - entendessem a guerra e o campo para onde estavam a ser evacuados. Um êxito imediato, traduzido amplamente no mundo logo depois de terminada a guerra. 

abril 22, 2012

alma

"(...) 
noite alucinada

e pura,

brilhante

e escura,

bordada 

de astros " 

Sophia

abril 12, 2012

abril 06, 2012

beautiful easter


















































More ukrainian egg designs.

março 24, 2012

había una vez un cuento que contaba el mundo entero

"Había una vez un cuento que contaba el mundo entero. Ese cuento en realidad no era uno solo, sino muchos más que empezaron a poblar el mundo con sus historias de niñas desobedientes y lobos seductores, de zapatillas de cristal y príncipes enamorados, de gatos ingeniosos y soldaditos de plomo, de gigantes bonachones y fábricas de chocolate. Lo poblaron de palabras, de inteligencia, de imágenes, de personajes extraordinarios. Le permitieron reír, asombrarse, convivir. Lo cargaron de significados. Y desde entonces esos cuentos han continuado multiplicándose para decirnos mil y una veces “Había una vez un cuento que contaba el mundo entero…

Al leer, al contar o al escuchar cuentos estamos ejercitando la imaginación, como si fuera necesario darle entrenamiento para mantenerla en forma. Algún día, seguramente sin que lo sepamos, una de esas historias acudirá a nuestras vidas para ofrecernos soluciones creativas a los obstáculos que se nos presenten en el camino.

Al leer, al contar o al escuchar cuentos en voz alta también estamos repitiendo un ritual muy antiguo que ha cumplido un papel fundamental en la historia de la civilización: hacer comunidad. Alrededor de esos cuentos se han reunido las culturas, las épocas y las generaciones para decirnos que somos uno solo los japoneses, los alemanes y los mexicanos; aquellos que vivieron en el siglo XVII y nosotros que leemos un cuento en la internet; los abuelos, los padres y los hijos. Los cuentos nos llenan por igual a los seres humanos, a pesar de nuestras enormes diferencias, porque todos somos, en el fondo, sus protagonistas.

Al contrario de los organismos vivos, que nacen, se reproducen y mueren, los cuentos, que surgen colmados de fertilidad, pueden ser inmortales. En especial aquellos de tradición popular que se adecúan a las circunstancias y el contexto del presente en el que son contados o reescritos. Se trata de cuentos que, al reproducirlos o escucharlos, nos convierten en sus coautores.

Y había una vez, también, un país lleno de mitos, cuentos y leyendas que viajaron por siglos, de boca en boca, para exhibir su idea de la creación, para narrar su historia, para ofrecer su riqueza cultural, para excitar la curiosidad y llenar de sonrisas los labios. Era también un país en el que pocos de sus pobladores tenían acceso a los libros. Pero eso es una historia que ya ha empezado a cambiar. Hoy los cuentos están llegando cada vez más a rincones apartados de mi país, México. Y al encontrarse con sus lectores están cumpliendo con su papel de hacer comunidad, hacer familia y hacer individuos con mayor posibilidad de ser felices. "

Texto de Francisco Hinojosa( México ), para a mensagem do dia internacional do livro infantil 2012 do IBBY. Gosto muito da felicidade que a ilustração da Yara Kono consegue no Cartaz português da DGLB, bastante contrastada com a do cartaz oficial de Juan Gedoviuos, aqui.

março 06, 2012

( private )

Antes e depois da poética que as imagens proporcionam, penso sobre o "natural" e a ficção que as artes, neste caso a fotografia, fazem acontecer. A instalação e os minutos em a nuvem existiu - in locu a percepção seria bastante menos angélica - e a sua eternização simplificada pela câmera. O azul-céu tão a propósito nas janelas ou nas paredes, o resto do espaço em branco suspenso, ou de forte vermelho a gritar terra. Leis das gravidades e dos cúmulos. Gosto destas ilusões costuradas a linha clara.
Nimbus, do holandês berndnaut smilde, aqui e aqui.

março 01, 2012

quero-o !










..... algumas receitas para sonhar

( da espantosa Isol ): lançado no México, em breve na Argentina. E porque esta matéria não se atraca a geografias nem terras, já, quero-o.
Aqui e aqui para conhecer melhor este livro, na sua espiralada dobra vertical, no rasto brilhante na escuridão.

fevereiro 29, 2012

corrupio

















"jogo de crianças em que se anda à roda velozmente; espécie de cata-vento
de papel; vira-vento; rodopio; redemoinho."
in dicionário Porto Editora
img. Beatriz Milhazes ( em exposição no CAM até 13 de Maio )

fevereiro 26, 2012

paper people

Eyes wide shut / Eyes wide open...
                                                                                                                                                 ⓒ dora

fevereiro 23, 2012

vincitori 2012

Já são conhecidos os livros premiados em Bolonha: 
Mais informações sobre cada título no site da feira.

fevereiro 20, 2012

waldorf education

 
Um recente documentário acerca dos fundamentos base das escolas que seguem a pedagogia de Rudolf Steiner. Sublinho a abordagem concreta, importante num tempo, pelo menos em Portugal, de interpretações eufóricas, muito latas e superficiais coladas à designação Waldorf. Embora possam ser a expressão de um desejo de mudança, de "outra coisa" a nível pedagógico, é bom que se saiba do que se fala quando se dão nomes ao que se diz ( até para que os desejos possam, de facto, acontecer ).

fevereiro 19, 2012

waiting for a baby

                                                                                                                                                 ⓒ dora

fevereiro 10, 2012

namorar (n)o museu







Entrada livre todo este fim de semana no Museu de Arte Popular. O 
programa é variado e feliz. Está todo aqui.

fevereiro 04, 2012

janeiro 28, 2012

era, era !

7 histórias tradicionais contadas e três canções - para ouvir, como deve acontecer neste caso, de boca a ouvido. São 9 narradores, cozinhados por uma editora especializada em audio livros. Podemos espreitar/ouvir aqui, para depois comprar em cd-livro ou em ebook-mp3. E, já agora, não esquecer de percorrer os outros títulos já editados pela Boca. ( Aplauso ).

janeiro 27, 2012

do imaginar

"O deslumbramento é do que se imagina e não do que realizou esse imaginar. Nós pensamos numa terra longínqua e confusamente admitimos que essa distância é sensível quando lá estivermos. Ora quando lá estivermos há o real que desmistifica o imaginário, há o lá, como aqui, num sítio limitado por um horizonte totalmente presente e não tocado da ausência que havia na imaginação. Mesmo os seus elementos característicos que tiver, uma vez realizados, perdem a magia na sua realização. Eis porque precisamos às vezes de rever num mapa a sua localização para de algum modo lhe restaurarmos a distãncia. Tudo se solidifica na concretização do real, tudo se desvanece aí da sua figuração. A grande força do real é a do que está para lá dele, porque toda a realidade é redutora."  
Vergílio Ferreira, Pensar, 1992.

janeiro 10, 2012

Ilustrarte 2012














img. andré da loba 
Inaugura na próxima quinta-feira, às 21h30, no Museu da Eletricidade. São 150 imagens de 50 ilustradores, este ano apresentadas em gavetas de mesas de cabeceira gigantes. Em paralelo, no mesmo espaço, foram organizadas uma exposição antológica de trabalhos de Martin Jarrie e uma mostra de livros do escritor António Torrado. Tudo isto para visitar até 8 de Abril, entre as 10 e as 18h.   
A ler, o texto da Rita Pimenta no Público que oferece estes pormenores e uma mais larga contextualização do evento. 

janeiro 08, 2012

for a truly impossible great new year !



"Alice laughed:
- There's no use trying - she said - one can't believe impossible things.
- I daresay you haven't had much practice - said the Queen - When I was younger, I always did it for half an hour a day. Why, sometimes I've believed as many as six impossible things before breakfast."
 
Descoberta pela mão da Ana Rita que me mostrou a editora Grandes Persones, a minha conhecida Harriet Russel, num livro recente. O eco de umas das mais fabulosas ideias de Carroll no título foi o bastante para querer-lo, depois de o espreitar, claro. Está aqui. Um belo exercício para tornar os dias que correm realmente novos.

dezembro 13, 2011

one hundred

The child
is made of one hundred.
The child has
a hundred languages
a hundred hands
a hundred thoughts
a hundred ways of thinking
of playing, of speaking.
A hundred always a hundred
ways of listening
of marveling of loving
a hundred joys
for singing and understanding
a hundred worlds
to discover
a hundred worlds
to invent
a hundred worlds
to dream.
The child has
a hundred languages
(and a hundred hundred hundred more)
but they steal ninety-nine.
The school and the culture
separate the head from the body.
They tell the child:
to think without hands
to do without head
to listen and not to speak
to understand without joy
to love and to marvel
only at Easter and at Christmas.
They tell the child:
to discover the world already there
and of the hundred
they steal ninety-nine.
They tell the child:
that work and play
reality and fantasy
science and imagination
sky and earth
reason and dream
are things
that do not belong together.
And thus they tell the child
that the hundred is not there.
The child says:
No way. The hundred is there.
Loris Malaguzzi
(translated by Lella Gandini)

img. a book cover by beatrice alemagna