
Isso tudo, estes livros.




De que modo estar atento implica uma imobilidade tensa ou uma pressa que exige,
por dentro, uma lentidão conhecedora? E serão estas duas opções, uma única?
Imobilidade tensa como aquilo que me faz estar parado,
mas com o raciocínio em plena agitação.
E agora a segunda opção. Pressa exterior, sim, por que conhecer é urgente.
Como alguém que não quer sair de uma cidade de dez milhões antes de saber o nome de
cada um dos cidadãos. Ou então, pelo contrário, alguém que não quer sair de uma cidade
com dez milhões de habitantes antes de saber tudo - ou quase tudo o que é possível
por meios humanos - sobre uma única dessas pessoas.
Pressa, sim, porque conhecer é urgente.
E ainda: lentidão conhecedora que existe no meio de uma pressa exterior.
Lentidão conhecedora: lentidão que é lenta na direcção certa, é lenta por que sabe,
não porque se atrase. Eis.
texto de Gonçalo M.Tavares a propósito de Mª Filomena Molder via Livrarias Almedina.

“Ce sont de petites constructions de carton et de peinture, que l’on peut tenir dans une main, et dont on peut voir l’intérieur par une ouverture.
On y voit des intérieurs, des corridors, des sous-sols, des lieux vides ou des chaos kaléidoscopiques … un espace mental, poétique, commun, remémoré, intériorisé. Quand on repose la boîte sur la table, l’image disparaît. Certaines boites représentent des lieux réels ou de rêverie, d’autres ne représentent pas. Certaines sont closes, d’autres ouvertes ou traversées.”
via - img. boite - 2005.
Jean Laube vive e trabalha em Marselha. 




