fevereiro 25, 2011

cartografias



"Mapmaking fulfills one of our most ancient and deep-seated desires: understanding the world around us and our place in it. But maps need not just show continents and oceans: there are maps to heaven and hell; to happiness and despair; maps of moods, matrimony, and mythological places. There are maps to popular culture, from Gulliver's Island to Gilligan's Island. There are speculative maps of the world before it was known, and maps to secret places known only to the mapmaker. Artists' maps show another kind of uncharted realm: the imagination. What all these maps have in common is their creators' willingness to venture beyond the boundaries of geography or convention."
Katharine Harmon in You are Here: Personal Geographies and Other Maps of the imagination.
img. Princeton Architectural Press

fevereiro 16, 2011

mothering and motherhood


February 18 e 19 2011, ISCTE-IUL, Lisbon, Portugal.

International conference hosted by MIRCI (Motherhood Initiative for Research and Community Involvement) and CRIA - Centro em Rede de Investigação em Antropologia. Building upon the Rich's crucial distinction between mothering and motherhood the conference will explore how scholars and activists challenge normative motherhood and develop new experiences, practices, identities, meanings, activism, ideologies and policies for empowered mothering. I''ll be there on Saturday, speaking about traditional nursery rhymes and mothern mothers. Here, the program's pdf.

fevereiro 15, 2011

para conhecer a tua geografia . . .


de mateo maté ( um dos artistas expostos, até abril, no Berardo: Mappamundi )

fevereiro 14, 2011

o meu amor


( . . . um livro para mais que hoje . . . )

YOUer


( read in papier mache: dr seuss )

fevereiro 11, 2011

Não. Basta. Não prossiga.


São quase 800 ! 800 páginas com o melhor de Rodari publicadas pela Blackie Books. É uma incrível compilação que inclui cinco títulos de um dos (meus) mais inquestionáveis autores, sendo que editado em Portugal (já há tanto tempo que a maioria das vezes passa despercebido) apenas temos Histórias ao Telefone / Novas Histórias ao Telefone. Os outros, neste Livro da Fantasia, são O Planeta das Árvores de Natal, Contos escritos à Máquina, Era Duas Vezes o Barão Lamberto e o Jogo das Quatro Esquinas.
Falta dizer que, crème de la crème, para a capa foi escolhida uma imagem de Munari.

Citando a editora:
NO.
Sensato lector: no lea este libro. Devuélvalo ahora mismo a la estantería. No es una cosa seria: se trata tan sólo de una recopilación de inocentes fábulas para niños que escribiera un tal Gianni Rodari (1920-1980), “ex seminarista cristiano convertido en diabólico”, según lo definió el Vaticano en el auto de excomunión. Un insensato, vaya, que pensaba que hasta los objetos más comunes encierran secretos, y los cuentan a quien los sabe observar, y que era capaz de afirmar que ya no hacen falta príncipes ni hadas, ni brujas ni castillos: las fábulas surgen hasta de la realidad más gris, de la obviedad cotidiana, del problema social o de la trivialidad de la vida familiar. Basta con mirarlo todo con un punto de ironía, y jugar (¿o no es un juego?) a infringir las reglas a través de la invención y la imaginación.
BASTA.
Deje este libro donde lo ha encontrado. No es para usted. ¿Para qué va a querer saber de la suerte de una violeta en el polo Norte, o qué le ocurrió al cangrejo que decidió caminar hacia adelante? ¿De verdad piensa que tienen algún interés los acontecimientos del Planeta de los Árboles de Navidad? ¿Acaso le incumbe la lista de medicamentos que todos los días engulle, con maniática puntualidad, el barón Lamberto (¡sí, el que érase dos veces!)?
NO SIGA.
No vaya a ser que ese loco bajito que usted fue una vez, y al que tanto costó domesticar, no esté domesticado del todo… Quizás sólo esté dormido, y ahora puede despertarse, proferir un largo e irreverente bostezo, y tomar el control. Aténgase a las consecuencias.

fevereiro 04, 2011

beija-me

"Apaixonado, ardente, fortuito, terno, maternal, malicioso, provocador, sensual, íntimo, desejado, roubado, o beijo é o símbolo supremo da união entre dois corpos e dois espíritos. E quem melhor do que um escritor para descrever a emoção, a sensualidade e a embriaguez que nos invade quando beijamos?"

Esta antologia, onde, segundo o editor, se reunem os mais belos poemas e excertos da literatura universal sobre o beijo pode ser comprada através do site da 101Noites com 20% de desconto. (Quero estes beijos, claro).

fevereiro 03, 2011

ceci n'est pas un livre


Manda fazer coisas que acontecem logo a seguir, como que por magia; parece um jogo, mas é folheando o livro que isso acontece.
É preciso carregar ( não gosto nada da palavra clicar que a tradução escolheu ), abanar e bater palmas agindo a leitura como espectador e interveniente. Desafia várias das categorias da teoria da literatura e do objecto que é e deve ser um livro. Talvez seja uma eficiente versão para o ipad que funciona no mais barato suporte do costume.
Não resisti a comprá-lo, hoje, depois de o ler todo - desta maneira - de pé, sozinha na livraria ( com gente ao longe a olhar para mim de forma estranha ). É irresistível não obedecer página a página. Já experimentei com outros ( adultos ) e o resultado é sempre uma performance mais ou menos digna de nota.
É um dos melhores do Tullet, editado por cá pela edicare. Aplauso!

janeiro 26, 2011

um (novo) saco de livros



É uma nova editora de livros infantis em Portugal ( apesar do nome inglês ): bags of books .
O lançamento com estes dois títulos de Beatrice Alemagna faz-nos aguardar com atenção os que se seguem.

janeiro 22, 2011

shall we?

”Can We? Shall We? One day very soon, let us go away together just you and me. Can We? Shall We? Call in sick one day and travel to the sea and hold hands all day. Can We? Shall We? Eat our sandwiches on the train, get drunk on fresh air and come home tired
and never tell anyone

.... Ever.”
paper cut by Rob Ryan

janeiro 21, 2011

... where we go

( by Judith Kerr, from april/may 2011 )

janeiro 19, 2011

janeiro 11, 2011

we


"She lovingly watched the fishlike motions of the toothless mouth and she imagined that with her milk there flowed into her little son her deepest thoughts, concepts and dreams." .....Milan Kundera

janeiro 06, 2011

overcoat et alli in lilliput




" LeDray has been described as “the best-kept secret of the contemporary art world, labouring away for years before completing a sculpture.” via

" LeDray, who was born in Seattle in 1960 and lives and works in New York... The majority of the clothes he makes and transforms into sculptures are small. Too small to wear, but not so small that they seem precious or cute.

And yes, LeDray makes them. All of them. By hand. Himself.

The time LeDray dedicates to the making of his pieces — in some cases as long as three or four years — is as much a conceptual tool as the medium itself. Painstakingly cut, carved, stitched, sewn, and thrown, his sculptures crystallize, through ironic devotion, a sense of pathos.

One stupendous early work (...) consists of 588 handmade objects, all of them small-scale representations of cast-off shirts, shoes, ties, and coats, along with similarly Lilliputian books, magazines, and works of art." excerpts via

- In exhibition now at the Whitney Museum.
- Like a Memory: Perspectives on Mens Suits - A short film by Sam Blair.

janeiro 02, 2011

happy NEW YEARS


Porcelain Unicorn” - the winning short film in Tell It Your Way film-making contest run by Philips.

dezembro 25, 2010

dezembro 20, 2010

po ema

Não é de um medo enorme que ressurge a vida?
As crianças nascem com uma coragem que perdem.
As mães provocam-nas em si com uma coragem de carne.
E os homens levam-nas consigo sem as conhecer.
jorge de sena
( obrigada, miguel, pelos 2 po emas. )

dezembro 12, 2010

sobre um poema

Um poema cresce inseguramente
na confusão da carne,
sobe ainda sem palavras, só ferocidade e gosto,
talvez como sangue
ou sombra de sangue pelos canais do ser.

Fora existe o mundo. Fora, a esplêndida violência
ou os bagos de uva de onde nascem
as raízes minúsculas do sol.
Fora, os corpos genuínos e inalteráveis
do nosso amor,
os rios, a grande paz exterior das coisas,
as folhas dormindo o silêncio,
as sementes à beira do vento,
- a hora teatral da posse.
E o poema cresce tomando tudo em seu regaço.

E já nenhum poder destrói o poema.
Insustentável, único,
invade as órbitas, a face amorfa das paredes,
a miséria dos minutos,
a força sustida das coisas,
a redonda e livre harmonia do mundo.

- Em baixo o instrumento perplexo ignora
a espinha do mistério.
- E o poema faz-se contra o tempo e a carne.

Herberto Helder