janeiro 21, 2011

... where we go

( by Judith Kerr, from april/may 2011 )

janeiro 19, 2011

janeiro 11, 2011

we


"She lovingly watched the fishlike motions of the toothless mouth and she imagined that with her milk there flowed into her little son her deepest thoughts, concepts and dreams." .....Milan Kundera

janeiro 06, 2011

overcoat et alli in lilliput




" LeDray has been described as “the best-kept secret of the contemporary art world, labouring away for years before completing a sculpture.” via

" LeDray, who was born in Seattle in 1960 and lives and works in New York... The majority of the clothes he makes and transforms into sculptures are small. Too small to wear, but not so small that they seem precious or cute.

And yes, LeDray makes them. All of them. By hand. Himself.

The time LeDray dedicates to the making of his pieces — in some cases as long as three or four years — is as much a conceptual tool as the medium itself. Painstakingly cut, carved, stitched, sewn, and thrown, his sculptures crystallize, through ironic devotion, a sense of pathos.

One stupendous early work (...) consists of 588 handmade objects, all of them small-scale representations of cast-off shirts, shoes, ties, and coats, along with similarly Lilliputian books, magazines, and works of art." excerpts via

- In exhibition now at the Whitney Museum.
- Like a Memory: Perspectives on Mens Suits - A short film by Sam Blair.

janeiro 02, 2011

happy NEW YEARS


Porcelain Unicorn” - the winning short film in Tell It Your Way film-making contest run by Philips.

dezembro 25, 2010

dezembro 20, 2010

po ema

Não é de um medo enorme que ressurge a vida?
As crianças nascem com uma coragem que perdem.
As mães provocam-nas em si com uma coragem de carne.
E os homens levam-nas consigo sem as conhecer.
jorge de sena
( obrigada, miguel, pelos 2 po emas. )

dezembro 12, 2010

sobre um poema

Um poema cresce inseguramente
na confusão da carne,
sobe ainda sem palavras, só ferocidade e gosto,
talvez como sangue
ou sombra de sangue pelos canais do ser.

Fora existe o mundo. Fora, a esplêndida violência
ou os bagos de uva de onde nascem
as raízes minúsculas do sol.
Fora, os corpos genuínos e inalteráveis
do nosso amor,
os rios, a grande paz exterior das coisas,
as folhas dormindo o silêncio,
as sementes à beira do vento,
- a hora teatral da posse.
E o poema cresce tomando tudo em seu regaço.

E já nenhum poder destrói o poema.
Insustentável, único,
invade as órbitas, a face amorfa das paredes,
a miséria dos minutos,
a força sustida das coisas,
a redonda e livre harmonia do mundo.

- Em baixo o instrumento perplexo ignora
a espinha do mistério.
- E o poema faz-se contra o tempo e a carne.

Herberto Helder

novembro 25, 2010

M de matilde e de madalena


Roubei da fonte esta dupla-página que a Madalena Matoso fez para a reedição do há tanto tempo esgotado Livro da Tila. Perfeita homenagem à Matilde ( e a nós que habitámos um dia lá longe estes poemas ). M de m a r a v i l h a.

novembro 23, 2010

livros novos

Tenho vontade de conhecer estas ilustrações da Manuela para a L.Horizonte :


E muita gente sabe o que me interessam as sucessivas versões dos contos tradicionais. Esta é uma óptima escolha da Caminho para os seus catálogos. Um conjunto de 8 histórias clássicas contadas pelas imagens e palavras da experiente Lucy Cousin nos públicos mais pequeninos.
Tenho o original inglês, quero agora a versão portuguesa que ainda não folheei mas cujo o título adaptado soa muito bem.

Lisboa-Muji


Great news! - Embora a data anunciada de abertura da loja no chiado ( 17 de Novembro ) não se tenha concretizado. Parece que será esta semana.
Quem esperou tanto tempo, não se importa de esperar mais um bocadinho - digo eu que, entretanto, e apesar da notícia, não consegui sair de Londres na semana passsada sem mais um molho das "minhas" canetas, um magnífico sistema solar de ímanes em madeira pintada para o frigorífico e uns outros pequenos etcs do costume.
Vai ser bom ter esta loja à mão de semear. Os desejos aqui declarados em 2006 acontecem à laia presente de Natal 2010.
Por outro lado... Londres perde-me no exclusivo de uma loja-desejo. Vai haver menos um ritual nesta cidade. O Starbucks também entretanto já chegou. O mundo urbano está cada vez mais igual. Dá jeito, mas é menos poético.
( Bolas!!! Este que era para ser um post borbulhante de júbilo acaba assim )
.

novembro 09, 2010

novidades no planeta



dois novos livros e uma agenda fresquinha: siga o caminho tangerina.

novembro 01, 2010

outubro 30, 2010

just popped-up


O novo livro da Bruáa. A técnica pop-up justificada na construção narrativa como raramente acontece neste tipo de livros: tempo e espaço, conseguidos por acumulação. Queremos tê-lo - e já - nas mãos.

outubro 25, 2010

tum-tum-tum


A putumayo tem um fabuloso catálogo de world music para crianças. Tivemos a sorte de conseguir comprar uns quantos títulos em promoção numa loja prestes a encerrar, numa das viagens a londres, já grávidos. Esta tem sido a banda sonora da última semana cá em casa. Dançamos muito, especialmente ao som da primeira e da segunda música.

No tempo que eu era só
e não tinha amor nenhum
Meu coração batia mansinho

Tum tum tum

Depois veio você
o meu amor número um

E o meu coração pôs-se a bater
Tum, tum-tum-tum, tum-tum-tum
( roberta sá )

outubro 19, 2010

surrender


olof arnalds & bjork - 2010 ( tnxs, carla ).
img. via.

outubro 18, 2010

rosa e jacinto


Acabado de sair em França, este livro reune 48 retratos de flores pintadas por Martin Jarrie. Como fio condutor entre eles, um texto que é uma história ( para crescidos ) sobre um casal cujas personalidades opostas são coadas pelo olhar infantil do filho, agora adulto. As flores são a paixão que os liga e o jardim a encenação da sua vida conjunta, feita de "pequenas felicidades e grandes lutas, reais ou imaginadas". Não é preciso tê-lo tocado fisicamente para perceber que é uma obra irresístivel do ponto de vista gráfico. Dizem que a homenagem que presta às emoções através das palavras de François Morel o torna magnífico. A edição é thierry-magnier.

outubro 15, 2010

calor

"Não têm o mesmo cheiro por todo o corpo, se bem que todo o corpo cheire bem. Por exemplo, os pés têm o cheiro de uma pedra macia e quente ou de manteiga fresca... E o corpo cheira a panquecas que tenham sido ensopadas em leite. E as cabeças, no cocuruto e na nuca, onde o cabelo forma um remoinho... é aqui que eles têm o cheiro mais agradável de todos. Cheira a caramelo. A partir da altura em que se cheirou essa região do corpo deles, é impossível não os amar, quer sejam nossos filhos ou filhos de outras pessoas."
O Perfume, Patrick Suskind