janeiro 26, 2010
janeiro 23, 2010
janeiro 14, 2010
muriel bloch


une conteuse absolument de feu ... ( lembro-me de a ouvir contar, há uns anos, numa torre alta do Sul. Foi preciso subir muitos degraus apertados para a encontrar, sem saber eu quem era ela e que aquele seria o único lugar possível para escutá-la numa primeira vez. Ía apenas atrás de uma história... Muriel Bloch foi a história que se nos imprimiu antes e depois das palavras. E, se fosse uma personagem - para além de si mesma - seria, definitivamente, Malvida, a Rainha das Cores. Um maravilhoso encontro, também aqui ).
janeiro 13, 2010
janeiro 10, 2010
dezembro 29, 2009
fósforos e grãos de milho

Aqui uma janela para espreitar um livro recém premiado, a chegar
nos inícios do ano a Portugal.
Terei de levar um casaco para os países frios,
um cantil para o deserto,
fósforos e grãos de milho
para acender uma fogueira
e para fazer pipocas quando tiver fome.
Vou pôr tudo numa mala,
descer pela janela,
içar as velas
e partir!
( um livro de pequenos futuros )
dezembro 21, 2009
dezembro 20, 2009
dezembro 16, 2009
dezembro 13, 2009
dezembro 12, 2009
... mas sonham com o céu

De um tudo nada se faz tudo e mais alguma coisa.
Uma baga de medo é um fruto do bosque.
Caminhar é viajar na mente sem lugar sentado para o corpo.
O medo só assalta lugares habitados.
Os sonhos deitam-se por terra mas sonham com o céu.
O corpo encolhe-se, a mente recolhe-se.
( textos de emílio remelhe + ed root )
dezembro 07, 2009
what a book is

"A book is a sequence of spaces.
Each of these spaces is perceived at a different moment
- a book is also a sequence of moments.
A book is not a case of words, nor a bag of words, nor
a bearer of words.
A writer, contrary to the popular opinion, does not write books.
A writer writes texts.
(...) "
the new art of making books, ulises carrión, 1975.
img. susan janssen
- a book is also a sequence of moments.
A book is not a case of words, nor a bag of words, nor
a bearer of words.
A writer, contrary to the popular opinion, does not write books.
A writer writes texts.
(...) "
the new art of making books, ulises carrión, 1975.
img. susan janssen
dezembro 01, 2009
wating for this old lady
Já tinha esta (com mosca também) e mais duas ou três noutras edições menos ilustradas, uma delas acrescentada de um cd, ou não fosse um texto lengalenga daqueles que conheço desde pequena.Mas esta..., ou melhor, este (livro-objecto-corpo) criado pelo Jeremy Holmes é, parece, .... ✶✶✶✶✶✶ !
Rendida pela descoberta no book-by-its-cover, o link imediato foi o da amazon, claro está. Cá a espero.
novembro 29, 2009
novembro 22, 2009
novembro 20, 2009
novembro 17, 2009
novembro 11, 2009
the little boy and the old man

Said the little boy, "Sometimes I drop my spoon".
"Said the old man,"I do that too".
The little boy whispered, "I wet my pants."
"I do that too," laughed the little old man.
Said the little boy, "I often cry."
The old man nodded, "So do I."
"But worst of all," said the boy,
"it seems grown-ups don't pay attention to me".
And he felt the warmth of a wrinkled old hand.
"I know what you mean," said the little old man.

images and words by Shel Silverstein
novembro 05, 2009

Aplastamiento de las gotas
Yo no sé, mirá, es terrible cómo llueve. Llueve todo el tiempo, afuera tupido y gris, aquí contra el balcón con goterones cuajados y duros, que hacen plaf y se aplastan como bofetadas uno detrás de otro qué hastío. Ahora aparece una gotita en lo alto del marco de la ventana, se queda temblequeando contra el cielo que la triza en mil brillos apagados, va creciendo y se tambalea, ya va a caer y no se cae, todavía no se cae. Está prendida con todas las uñas, no quiere caerse y se la ve que se agarra con los dientes mientras le crece la barriga, ya es una gotaza que cuelga majestuosa y de pronto zup ahí va, plaf, deshecha, nada, una viscosidad en el mármol. Pero las hay que se suicidan y se entregan en seguida, brotan en el marco y ahí mismo se tiran, me parece ver la vibración del salto, sus piernitas desprendiéndose y el grito que las emborracha en esa nada del caer y aniquilarse. Tristes gotas, redondas inocentes gotas. Adiós gotas. Adiós.
julio cortázar
julio cortázar
Subscrever:
Mensagens
(
Atom
)















