setembro 14, 2009

( yesterday, in rome )


How do I love thee? Let me count the ways.

I love thee to the depth and breadth and height
My soul can reach, when feeling out of sight
For the ends of Being and ideal Grace.
I love thee to the level of everyday's
Most quiet need, by sun and candle-light.
I love thee freely, as men strive for Right;
I love thee purely, as they turn from Praise.

I love thee with the passion put to use
In my old griefs, and with my childhood's faith.
I love thee with a love I seemed to lose
With my lost saints!---I love thee with the breath,
Smiles, tears, of all my life!---and, if God choose,
I shall but love thee better after death.

Elizabeth Barrett Browning. Sonnet 43, The Portuguese.

xxxxA xxxxxUxxxx G xxxxUxxxxx R xxxxx I

setembro 06, 2009

the invisible age


Photographic Self-Portraits
by Women Aged 50-65
(... who feel not only invisible, but at the invisible age. )

agosto 31, 2009

turn left, right turn



A chance of sunshine foi, ao que parece, uma infeliz tradução do título do livro do autor tailandês Jimmy Liao. Diz quem sabe ler chinês que seria Turn left, Right turn, literalmente. Acrescenta-se também que o restante texto está demasiado simplificado, e por isso bem longe da subtil poesia original. Acredito, pela amostra da soapy versão do título. Mesmo sabendo-o, é um dos livros deste autor há muito na minha wishlist.
Curioso foi descobrir agora o primeiro filme asiático em língua chinesa da Warner Bros. : Turn left, Turn right. Geometrias em direcções opostas, dois planos num mesmo fundo, na mesma cena, um homem e uma mulher ligados pela cor e por uma cortante simetria... Demasiada coincidência só a partir do cartaz? Não, de todo. Foi mesmo baseado no livro de Liao, que até surge como personagem nalgumas cenas do filme. Obrigada a quem no-lo deixou todo aqui.

agosto 23, 2009

almas (in)stáveis


"É preciso amar a dança para continuar a dançar. Não nos devolve nada, nenhuns manuscritos para guardar, nenhumas pinturas para pendurar nos museus, nenhuns poemas para serem impressos e vendidos, nada a não ser aquele momento fugaz em que nos sentimos vivos. Não é para almas instáveis." Merce Cunningham
(citada por Vanessa Rato in ípsilon 21.8). Martha Graham
in img.

agosto 21, 2009

so true!

let's do it!



Amnisty International Portugal - wall in Gulbenkian's gardens

agosto 19, 2009

agosto 07, 2009

um outro balãozinho vermelho


Doce (e ontem) ... com lua, tartaruga, tapete mágico, narguilé, s... .

agosto 06, 2009

honey tea


from a (turkish) full moon.

agosto 05, 2009

julho 19, 2009

( hoje desci ao fundo do mar )


De volta, feliz, à superfície. Tocar na areia, nas algas, nas anémonas a 10 metros de profundidade abaixo da linha
de água, respirando um ar diferente e novo, foi-me uma espécie de chegada à lua dentro da terra. Coincidentemente, é Julho outra vez. Na cabeça ia ouvindo as palavras de Sophia e percebia melhor que nunca A Menina do Mar. Agora é preciso voltar.

img. Leonardo da Vinci

julho 17, 2009

nós fomos de moto...

... ao mercado de Oeiras. Seres de um outro mundo andavam por ali (e nós sabíamos). Gostamos sempre muito de os encontrar e de saber que nos vão deixando mais rasto de si: bem-vindos os dois novos livros da família Planeta Tangerina.

julho 12, 2009









"On clear, starry nights the Moon Man can be seen curled up in his shimmering seat in space..."

julho 09, 2009

flying tonight with peter


Kensington Gardens, hoje às 19.30h. Can't wait!

julho 08, 2009

a birthday smile


...in london ! Thank you for the warm messages i'll keep from today.

junho 29, 2009

O Poema

O poema me levará no tempo
Quando eu já não for eu
E passarei sozinha
Entre as mãos de quem lê
O poema alguém o dirá
Às searas
Sua passagem se confundirá
Como rumor do mar com o passar do vento
O poema habitará
O espaço mais concreto e mais atento
No ar claro nas tardes transparentes
Suas sílabas redondas
(Ó antigas ó longas
Eternas tardes lisas)
Mesmo que eu morra o poema encontrará
Uma praia onde quebrar as suas ondas
E entre quatro paredes densas
De funda e devorada solidão
Alguém seu próprio ser confundirá
Com o poema no tempo

Sophia de Mello Breyner Andresen, Livro Sexto.

junho 28, 2009

inédito(s)

"(...) Parecia-lhe que tinha braços e pernas a mais. Pois quando entrava numa sala tropeçava no tapete, pisava as senhoras e dava sempre uma cotovelada em alguém. Tinha que passar a vida a pedir desculpa.
E à noite abria a janela do seu quarto, respirava o vento que vinha de longe, olhava as estrelas e pensava na liberdade.
Já não era um rapaz pequeno mas ainda não era um rapaz crescido(...)"

As palavras são, nos dois casos, de Sophia. Um inédito. Um conto para crianças, "Os ciganos". Fotografado o manuscrito e publicado no DN de Sábado.
Quem me conhece, sabe o que gosto de palavras. Gosto-lhes do som, do movimento dos lábios ao pronunciar as que elejo, do corpo ar que diz antes de dizer o que tem dentro. Depois ( ou antes, ou simultaneamente, nunca sei ), há a escrita da tinta ou do carvão. No rasto das mãos enquanto desenham os bailes do pensamento como fotografia, a natureza é outra, mais dialógica. Vejo de fora para dentro do outro. É mais perto da respiração original e desse som fundo. É mais quente. É mais tudo.
Deve ser por isso que me emocionei de jornal na mão, enquanto o folheava distraidamente na tabacaria...
( porque sim, perto da minha casa, há um lugar onde posso tocar nos jornais e nas revistas, antes de os comprar. É lá que vou sempre e onde, por essa liberdade rara, gasto algum dinheiro todos os dias. Muito mais que antes, quando só havia os dois quiosques e a tabacaria do centro comercial, todos muito impermeaveis e sem miolo: só capas. Assim continuam. )
... são as palavras de Sophia. De duas maneiras, novas: a primeira página de um conto infantil, nunca publicado (a intenção da família será fazê-lo, diz o Jornal), a primeira página do seu caderno manuscrito. E a folha de papel de jornal na minha mão é, por segundos, a mesma.

junho 21, 2009

solstício


...
Llévame, llévame, llévame
a secuestrarme en lo eterno
- ansia, oleaje, grupa, crin -
viento de la luz de junio.

emilio ballagas - cuba - num toldo, hoje, no meu caminho em Lisboa.