janeiro 05, 2008

je te............

je te lune
tu me nuage

tu me marée haute

je te transparente

tu me pénombre

tu me translucide

t
u me château vide
et me labyrinthe

tu me paralaxe

et me parabole ...

my foto; excerto de poema no espectáculo:
L'echo de mon corps répété dans le batement d'une aile murmurante

janeiro 03, 2008

o jogo da liberdade da alma

Se o toque não for decidido,
e o medo nos invadir,
não terei palavras para lho dizer.

Como dizer que uma lâmpada se funde inesperadamente
que um prato cai sem darmos por isso, quando isso é a própria queda,
que uma voz desaparece repentinamente de nos falar
que um afecto é, de facto, tudo (mas não de tudo quanto o prende)
que teria gostado de escrever romances
se o tempo não existisse
que se o toque fosse indiferente apenas existiriam atributos
ou, se preferes, enquanto acaricias esse espaldar só haveria vestidos,
e o corpo onde o deixarias
sem ter, sequer, a noção de afecto a quem o dar,
não olhes para mim com esse olhar.
Sem uma memória decidida,
as coisas desconhecidas flutuam.
Sim, imagino.
Disse-lhe, soletrando todas as letras,
o cheiro fasto que se desprende do espaldar é de um homem,
odor denso, de um homem incómodo, embaraçoso, opaco.
"Quem gostarias de ver a teu lado?"

maria gabriela llansol

janeiro 01, 2008

Après Noel...


















tout est un peu étrange...
beatrice alemagna, après noel.

dezembro 31, 2007






















tira la piedra de hoy,
olvida y duerme. Si es luz,
mañana la encontrarás
ante la aurora hecha sol.

Juan Ramón Jiménez

img. a partir de sara fanelli

dezembro 29, 2007

tu nunca foste ao fundo do mar...


tu és da terra e se fosses ao fundo do mar morrias afogado.
Mas eu sou uma menina do mar. O mar é a minha terra. Tu se vieres para o mar afogas-te. E eu se for para a terra seco. Não posso estar muito tempo fora de água. Fora de água fico como as algas na maré vaza.
- Que pena que eu tenho de não te poder mostrar a terra! – disse o rapaz.
- E eu que pena tenho de não te poder levar comigo ao fundo do mar para te mostrar as florestas de algas, as grutas de corais e os jardins de anémonas!
excertos colados de sophia, a menina do mar

img. anne herbauts

dezembro 25, 2007

full mooned

















( for i'm much more than 72.8% water )

1st on the 25th








dezembro 24, 2007

careful chemistry













texto de alan fletcher pintado por sara fanelli.
fotos de bresson e bianca brunner

dezembro 23, 2007

through my looking glass...










if I were a... and a... and a... yes, all the times, yes !
(thank you)

dezembro 21, 2007

solstício



















do latim> paragem de sol: momento em que no seu movimento aparente em relação ao eixo da terra, o sol se detém para iniciar o movimento contrário.
A aprender: os movimentos são apenas e sempre aparentes. Mesmo assim, duas vezes ao ano há-que quebrar as rotas, rumar diferente, ao contrário - diferente de ir para trás. Não servem os mapas, nem as bússolas ... a cartografia parece da ordem do instinto, dançando, como um, a dois.
Hoje começa o Inverno... mergulhar dentro bastará para guardar-me deste frio e fazer líquida a música gelada que custo a perceber?
O que diz disso a terra? Ou a lua?...
A paragem é o lugar assinalado em que se espera que o caminho que elegemos nos leve. Redondo para mim, por favor, avançando sábio com o sol.

img. mia's stories

dezembro 19, 2007

my



sun

day

light
harpa
in possible
luz - feminino

1. única radiação captada pelo olho humano

dezembro 15, 2007

wise girl















il.isabelle vandenabeele

dezembro 12, 2007

caminhar até mim é ir até onde?















porque as palavras às vezes surgem, de repente juntas, como estrada que nos diz
agora, guardo em título estas do paulo josé miranda que me encontraram aqui.

il.elena odriozola

dezembro 11, 2007

dezembro 07, 2007












Quando eu nasci...
Foi inventado pela Isabel Minhós Martins e pela Madalena Matoso num planeta chamado
Tangerina. Nasce para o mundo
no Domingo, ao mesmo tempo de
A grande invasão,
outro livro
deste planeta.Tenho a sorte de estar lá perto, entre as árvores e os pássaros,
para celebrá-lo.

( clicar na imagem abaixo )


dezembro 01, 2007

chove









mas quando tem lápis de cor,
brinca aos arcos-íris.








img. anne hagesaether

novembro 29, 2007

novembro 27, 2007

yo bien, tú bien?

Mi abuelo no sabía leer, tampoco sabía escribir. Sin embargo, era conocido Por las historias que contaba. Él encendía, rodeado de críos, las fogatas de San Juan. La caligrafía de mi padre era inclinada, elegante. Tejía el papel con precisión, Como si esculpiera sobre la pizarra. Todavía tengo la postal que envió desde la mili: "Yo bien, tú bien, mándame cien".
Nosotros mandamos
mensajes electrónicos. Es cierto: en tres generaciones hemos recorrido un largo trecho en la historia de la escritura. De todas formas, las preocupaciones, los miedos son los mismos de siempre, y lo seguirán siendo: "Yo bien, tú bien?"

Kirmen Uribe, Mientras tanto dame la mano.
(img.sem referência de autor)

novembro 23, 2007

sometimes i think, sometimes i am














on my very urgent wish list! Não preciso sequer de o ver por dentro ( raríssimo em mim num livro ). É dela, o primeiro para adultos - como se os outros também não fossem. Cinco capítulos: 'Devils and Angels', 'Love', 'Colour', 'Myth' and 'The Absurd' a partir de aforismos e citações que a inspiram: de Dante e Goethe a Calvino e Beckett. Depois, o mundo passa a chamar-se fanelli e não é preciso dizer mais.