junho 21, 2006

( materia di stelle )


Bisogna avere il caos dentro di se per partorire una stella danzante...
( Nietzsche ).
il de Brad Holland

junho 19, 2006

de que cor é o desejo?


( estas cores são para a Lígia )
titulo de um livro de João P. Mésseder; img. realimaginário

junho 16, 2006

LOVE (by M.I.L.K.)

















O love arrumado na caixa dos livros de fotografia
( ao lado do xarope para a tosse do ano passado descoberto por ali à última hora
sem lugar, e dos pincéis em banho-maria até segunda-feira ).

M.I.L.K. - Moments. Intimacy. Laughter. Kinship.

podcasting


What the heck is a podcast?
A very clear tutorial.

junho 14, 2006

june storm ( last night )



Primeiro nua, branca e feliz, a luz muitas vezes - em roda de saia inteira, cúpula
( nós dentro dela ).
Depois, o som do fundo grave do céu, enérgico ( ele dentro dela)
... um estremecimento imenso do mundo todo ( e nós dentro dele e ele dentro de nós)
e o fogo risca o céu em flechas e assinala é aqui!
E depois chove.


img. s/a.

junho 11, 2006

amor à primeira vista

























Encontrámo-nos logo assim que cheguei, na Mollat, a maior livraria de Bordéus, o meu primeiro destino depois do hotel. Foi uma paixão fulminante e intensa à primeira vista enquanto o devorava com os olhos e percorria o seu corpo com os meus dedos... Mas o juízo apareceu de repente, cortando o calor, ao som do altifalante que avisava "Il sont huit heures, la librairie va fermer"... Pois, era preciso não ceder assim, logo, ao primeiro que aparece e que parece ser o tal!
Sai a pensar nele e, no resto dos dias procurei-o em todos os outros lugares onde seria provável encontrá-lo... Não... não... não - sonhei? Efeito jet leg que não existe entre Lisboa e Bordéus? Efeito da exposição à proximidade das nuvens e do céu nas alturas há menos de 24 horas? ( Sim esse podia ser!). Descobri outros de que gostei - alguns muito -... mas aquele, ai!!! E se já não volto a encontrá-lo? E se mesmo na Mollat... ai!!! Devia conhecer-me melhor e saber que sim, à primeira vista quando o meu coração bate é mesmo verdade e não querer saber de grilos conscientes de gestão de orçamento disfarçados de altifalante!
Ontem, assim que me libertei dos compromissos profissionais, voei - acho que mais rápido do que no avião. Ele estava lá pacientemente à minha espera*!
Voltámos hoje juntos. Eu felicíssima. Confirmo o bater de coração que continua igual ao primeiro segundo de olhar e saber que era ele. É o livro desta viagem... é um livro muito muito especial!
Pequeno ps. a confessar: na fria badalada das huit heures do primeiro dia tinha pedido que mo guardassem... just in case someone looked at him at the same heart beat rythm than I... porque já sabia que sentir que sim é sim absoluto. Na próxima vez avanço mais este passo: aceito o shortcut sem pensar e vivo desde logo com ele.

junho 07, 2006

se o la double vie de veronique nascesse flor...


... seria assim.
Porque há um lugar que transforma os códigos html dos sites em ramos floridos (Via page) .

junho 06, 2006

bobibook.blogspot.com



São os tamanhos desconcertantemente à nossa medida, as cores quentes ou fortes, as matérias vivas, várias, os planos, a poesia nua... tudo assinado por bobi ( a - very good - painter and illustrator ). Gosto muito de passar.

junho 04, 2006

patchwork


Não gosto de amarras ( puverizo, evaporo, morro, escapo ... )
Vivo nos encaixes, no começo do limite, na água e na ilha
e no um desse plural.
Sou..., na dança a dois for a tango... for, absolutely,
it takes a tango for two.
img. valerie j. cochran

Insignia


Um diário ibero-americano exclusivamente digital, produzido desde
Março de 2000 por um pequeno grupo de jornalistas, tradutores e
escritores. Sediado em Madrid, é um projecto de que vale a pena
tomar nota. Está aqui.

junho 02, 2006

fiction


Espaço... espaço entre... ( = a vazio ? )
Encher, preencher(-se), inventar, ligar...
Palavras seguidas como carreirinhos de formigas
- ou caminhos mais largos, mais compridos - pontes,

rios, fios, fogos de artifício, riscos altos, longos, finos, esticados: MAPAS!
Um eu em direcção a um tu.

Encher, prencher, inventar, ligar-SE: "there is fiction in the space between"*

*tracy chapman

junho 01, 2006

Humm.... blueberries!


adoro trincá-los sumarentos e encher-me de azul!

maio 31, 2006

voa-dora


img. hadley hooper
gosto de encontros do verbo encontrar...
não de encontros do verbo marcar, esperar, fixar...

maio 29, 2006

maio 28, 2006

"on a little road barely on the map" *

( com título, dedicado )

os poetas sabem que as palavras são corpos-viagem...
e que são caminhos...
e que acontecem gestos inteiros no dentro de quem lê.

...
"ouvir-te toda a noite e levar anos e anos a sentir-te" **
...


os mapas interessam pouco, os lugares...
as palavras são a duração do tempo despido
( e depois vivem no lado de nascer)


img de filipe abranches; *mushaboom- feist; **armando silva carvalho

maio 27, 2006

postcrossing


Este é o postal que chegará de mim à Finlândia.

maio 24, 2006

viver todos os dias cansa


img. de Bobi
inspirado título do pedro paixão
que roubo para me sossegar
- e descansar a alma - nos dias que nascem ao contrário

water ( lilly ) day


img. catia chien

maio 21, 2006

Lia e Noa


hoje, nos jardins do Centro de Arte de Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, um museu baloiçava numa árvore escondida, depois de percorrermos um caminho secreto.
Poderão ser os relógios museus para o tempo? E um albúm de fotografias?
Como como se guarda o tempo que vivemos? Cabe numa mala?
No gelo que derrete, o tempo vê-se passar enquanto passa.
fotos minhas

lua cheia









Vai nascer luminosa nas paredes da sala :)

maio 19, 2006

te miro


sempre, casa, princípio, agora, antes, eu, aqui, daqui, de mim ...
( as imagens da Eva Armisén fazendo comigo o caminho )

maio 18, 2006

intimidade...

















img de Karine ( trabalhada )
... como traduzir este espaço quente, se respira no silêncio anterior e depois de todas as vozes, e é palavra apenas quando se conjuga no verbo ser ( plural ) ?

maio 15, 2006

Muji


















Londres e' uma palavra-mala imensa para mim. La' dentro guarda uma série de outras palavras: intangiveis ( muitas) mas tambem algumas bem prosaicas. As "minhas lojas" sao um exemplo muito concreto. Mesmo nao sendo para comprar nada, ha cinco ou seis que são um ritual e fazem parte do que e' a viagem aqui.
So que o sentimento e' sempre misto: queria tanto ter a Muji, a Lush, a Waterstones, o Starbucks, a Borders ( da Oxford st. ), a Boots em Lisboa... mas tenho a certeza que nesse dia, tal como ja' foi acontecendo noutros casos, parte do sabor de inaugurar a cada nova vez que chego, um espaco conhecido e/mas de desejo, perder-se-a'. Por isso vou aproveitando. Hoje da Muji trouxe as minhas canetas de tinta liquida vermelho sepia - nao consigo encontrar este tom escuro e quente em nenhum outro lugar do mundo - e descobri uns cadernos novos quadriculados, compridos e magros, fabulosos.

maio 14, 2006

larger than life



















some moments touch the unlimitedness inside... that is what I call poetic experience.
il pierre mornet

maio 13, 2006

sisters


daqui a muito pouco estou aí.
chego a voar... ( para que voemos
juntas, como sempre :)
imag. de Noemi Villamuza para um livro
de Javier Sobrino

maio 12, 2006

?


Os dias acontecem-me assim: envelopes sem remetente visível no lado exterior.
Abri-los implica compromisso com a surpresa, entrar
para ser o texto, saber ler.

Hoje no correio, um envelope de vento muito solto:
- Corte! - ouvi-me dizer ( mas só porque o texto de mim com o hoje assim se lia ).
Desde os 15 anos que não usava assim o cabelo, por cima dos ombros.
Depois, uns óculos escuros de sol para substituir os dos últimos anos que - hoje, logo hoje(!)- tinham acabado por morrer pressentindo o fim de uma era. Por certo o envelope também se lhes dirigia e fê-lo directamente: do nada, uma haste e uma lente se soltaram ( ... vento ).
Boa esta carta. Bom que a li. Bom o texto que dela ficou em mim.
( E sim, tens razão, o cabelo é também uma roupa: (en)cobre ou deixa o corpo a descoberto, nu, real )

img. de Tamara

maio 11, 2006

shadow time, almost moon


( + a hypothesis of blue ) .
foto minha

maio 09, 2006

"sobre um poema" ou sobre o amor que se faz


Um poema cresce inseguramente
na confusão da carne,
sobe ainda sem palavras, só ferocidade e gosto,
talvez como sangue
ou sombra de sangue pelos canais do ser.

Fora existe o mundo. Fora, a esplêndida violência
ou os bagos de uva de onde nascem
as raízes minúsculas do sol.
Fora, os corpos genuínos e inalteráveis
do nosso amor,
os rios, a grande paz exterior das coisas,
as folhas dormindo o silêncio,
as sementes à beira do vento,
- a hora teatral da posse.
E o poema cresce tomando tudo em seu regaço.

E já nenhum poder destrói o poema.
Insustentável, único,
invade as órbitas, a face amorfa das paredes,
a miséria dos minutos,
a força sustida das coisas,
a redonda e livre harmonia do mundo.

- Em baixo o instrumento perplexo ignora
a espinha do mistério.
- E o poema faz-se contra o tempo e a carne.


Herberto Helder
img de susan derges

maio 08, 2006

para a joana







porque sabe fazer nascer
árvores cor de laranja
(depois e antes de tudo... )
porque me faz estar na Índia
por estes dias, tão perto.
Img. Amy Ruppel

maio 07, 2006

colecção de borboletas


A escrita é, na maioria das vezes,
uma colecção de borboletas presas com
alfinetes.
img: acknowledge

maio 05, 2006

just listen


img de H. Tullet

maio 03, 2006














"Transformar a imaginação que consome em imaginação que cria"
Gianni Rodari
imgs de T. Howells e Hundertwasser

maio 02, 2006

eu em viagem


Gosto da "invisibilidade" da viagem: estar sem estar, ver melhor porque de fora, dentro.
Nos contrastes e nos ajustes de mim ao novo, descubro sempre, outra vez, os meus contornos ( às vezes, novos também ).
eu, London underground 2005, foto de F.Reis

abril 30, 2006

maybe... maybe not


il. de elena odriozola para um livro da OQO prestes a ser editado
em Portugal, A princesa que bocejava a toda a hora.

abril 29, 2006

abril 28, 2006

flying lessons


azul ( água, céu ) + vento ;
ir com o vento e... voar.

abril 27, 2006

ouvir a sério

Não sei que nome tinha. Entrou e sentou-se para ouvir as histórias que se contavam no branco intenso da sala mais alta, em Sines, neste fim de semana.
Não lhe ouvi a voz ou um sorriso.
Parece-me que para poder guardar todas as palavras deste exercício final de dois dias de trabalho à volta dos livros onde o público não era suposto .

abril 25, 2006

ontem, (a) manhã


Às vezes acordamos num mundo azul
e é verdade.

abril 22, 2006

porque é assim comigo...


"Al lector se le llenaron los ojos de lágrimas,
y una voz cariñosa le susurró al oído:
- Por qué lloras, si todo en ese libro es de mentira?
Y él respondió:
- Lo sé pero loque yo siento es de verdad."
Ángel González, 101+19 = 120 poemas

il de Elena Odriozola

escolhe tu !


Tana Hoban, Excatly the opposite

abril 21, 2006

quem me dera...


... andar com a cabeça nas nuvens
il de Beatrice Alemagna

abril 18, 2006

eu Rosie, eu se falasse, eu dir-te-ia



"Eu, Rosie, eu se falasse eu dir-te-ia Que partout, everywhere, em toda a parte, A vida égale, idêntica, the same, É sempre um esforço inútil, Um voo cego a nada. Mas dancemos; dancemos Já que temos A valsa começada E o Nada Deve acabar-se também, Como todas as coisas. Tu pensas Nas vantagens imensas De um par Que paga sem falar; Eu, nauseado e grogue, Eu penso, vê lá bem, Em Arles e na orelha de Van Gogh... E assim entre o que eu penso e o que tu sentes A ponte que nos une - é estar ausentes."

Reinaldo Ferreira
( e também letra para uma canção de Fausto )