
junho 09, 2006
junho 07, 2006
se o la double vie de veronique nascesse flor...
junho 06, 2006
bobibook.blogspot.com

São os tamanhos desconcertantemente à nossa medida, as cores quentes ou fortes, as matérias vivas, várias, os planos, a poesia nua... tudo assinado por bobi ( a - very good - painter and illustrator ). Gosto muito de lá passar.
junho 04, 2006
patchwork
junho 02, 2006
fiction

Espaço... espaço entre... ( = a vazio ? )
Encher, preencher(-se), inventar, ligar...
Palavras seguidas como carreirinhos de formigas
- ou caminhos mais largos, mais compridos - pontes,
rios, fios, fogos de artifício, riscos altos, longos, finos, esticados: MAPAS!
Um eu em direcção a um tu.
Encher, prencher, inventar, ligar-SE: "there is fiction in the space between"*
*tracy chapman
junho 01, 2006
maio 31, 2006
voa-dora
maio 29, 2006
maio 28, 2006
"on a little road barely on the map" *
( com título, dedicado ) 
os poetas sabem que as palavras são corpos-viagem...
e que são caminhos...
e que acontecem gestos inteiros no dentro de quem lê.
...
"ouvir-te toda a noite e levar anos e anos a sentir-te" **
...
os mapas interessam pouco, os lugares...
as palavras são a duração do tempo despido
( e depois vivem no lado de nascer)
img de filipe abranches; *mushaboom- feist; **armando silva carvalho

os poetas sabem que as palavras são corpos-viagem...
e que são caminhos...
e que acontecem gestos inteiros no dentro de quem lê.
...
"ouvir-te toda a noite e levar anos e anos a sentir-te" **
...
os mapas interessam pouco, os lugares...
as palavras são a duração do tempo despido
( e depois vivem no lado de nascer)
img de filipe abranches; *mushaboom- feist; **armando silva carvalho
maio 27, 2006
maio 24, 2006
viver todos os dias cansa

img. de Bobi
inspirado título do pedro paixão
que roubo para me sossegar
- e descansar a alma - nos dias que nascem ao contrário
maio 21, 2006
Lia e Noa

hoje, nos jardins do Centro de Arte de Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, um museu baloiçava numa árvore escondida, depois de percorrermos um caminho secreto.
Poderão ser os relógios museus para o tempo? E um albúm de fotografias?
Como como se guarda o tempo que vivemos? Cabe numa mala?

Poderão ser os relógios museus para o tempo? E um albúm de fotografias?
Como como se guarda o tempo que vivemos? Cabe numa mala?

No gelo que derrete, o tempo vê-se passar enquanto passa.
fotos minhas
maio 19, 2006
te miro
maio 18, 2006
intimidade...
maio 15, 2006
Muji

Londres e' uma palavra-mala imensa para mim. La' dentro guarda uma série de outras palavras: intangiveis ( muitas) mas tambem algumas bem prosaicas. As "minhas lojas" sao um exemplo muito concreto. Mesmo nao sendo para comprar nada, ha cinco ou seis que são um ritual e fazem parte do que e' a viagem aqui.
So que o sentimento e' sempre misto: queria tanto ter a Muji, a Lush, a Waterstones, o Starbucks, a Borders ( da Oxford st. ), a Boots em Lisboa... mas tenho a certeza que nesse dia, tal como ja' foi acontecendo noutros casos, parte do sabor de inaugurar a cada nova vez que chego, um espaco conhecido e/mas de desejo, perder-se-a'. Por isso vou aproveitando. Hoje da Muji trouxe as minhas canetas de tinta liquida vermelho sepia - nao consigo encontrar este tom escuro e quente em nenhum outro lugar do mundo - e descobri uns cadernos novos quadriculados, compridos e magros, fabulosos.
maio 14, 2006
larger than life
maio 13, 2006
sisters
maio 12, 2006
?

Os dias acontecem-me assim: envelopes sem remetente visível no lado exterior.
Abri-los implica compromisso com a surpresa, entrar para ser o texto, saber ler.
Hoje no correio, um envelope de vento muito solto:
- Corte! - ouvi-me dizer ( mas só porque o texto de mim com o hoje assim se lia ).
Desde os 15 anos que não usava assim o cabelo, por cima dos ombros.
Depois, uns óculos escuros de sol para substituir os dos últimos anos que - hoje, logo hoje(!)- tinham acabado por morrer pressentindo o fim de uma era. Por certo o envelope também se lhes dirigia e fê-lo directamente: do nada, uma haste e uma lente se soltaram ( ... vento ).
Boa esta carta. Bom que a li. Bom o texto que dela ficou em mim.
( E sim, tens razão, o cabelo é também uma roupa: (en)cobre ou deixa o corpo a descoberto, nu, real )
img. de Tamara
maio 11, 2006
maio 09, 2006
"sobre um poema" ou sobre o amor que se faz

Um poema cresce inseguramente
na confusão da carne,
sobe ainda sem palavras, só ferocidade e gosto,
talvez como sangue
ou sombra de sangue pelos canais do ser.
Fora existe o mundo. Fora, a esplêndida violência
ou os bagos de uva de onde nascem
as raízes minúsculas do sol.
Fora, os corpos genuínos e inalteráveis
do nosso amor,
os rios, a grande paz exterior das coisas,
as folhas dormindo o silêncio,
as sementes à beira do vento,
- a hora teatral da posse.
E o poema cresce tomando tudo em seu regaço.
E já nenhum poder destrói o poema.
Insustentável, único,
invade as órbitas, a face amorfa das paredes,
a miséria dos minutos,
a força sustida das coisas,
a redonda e livre harmonia do mundo.
- Em baixo o instrumento perplexo ignora
a espinha do mistério.
- E o poema faz-se contra o tempo e a carne.
Herberto Helder
img de susan derges
maio 08, 2006
para a joana
maio 07, 2006
maio 05, 2006
maio 03, 2006
maio 02, 2006
abril 30, 2006
maybe... maybe not
abril 29, 2006
abril 28, 2006
abril 27, 2006
ouvir a sério
Não sei que nome tinha. Entrou e sentou-se para ouvir as histórias que se contavam no branco intenso da sala mais alta, em Sines, neste fim de semana.Não lhe ouvi a voz ou um sorriso. Parece-me que para poder guardar todas as palavras deste exercício final de dois dias de trabalho à volta dos livros onde o público não era suposto .
abril 25, 2006
abril 22, 2006
porque é assim comigo...
abril 21, 2006
abril 18, 2006
eu Rosie, eu se falasse, eu dir-te-ia

"Eu, Rosie, eu se falasse eu dir-te-ia Que partout, everywhere, em toda a parte, A vida égale, idêntica, the same, É sempre um esforço inútil, Um voo cego a nada. Mas dancemos; dancemos Já que temos A valsa começada E o Nada Deve acabar-se também, Como todas as coisas. Tu pensas Nas vantagens imensas De um par Que paga sem falar; Eu, nauseado e grogue, Eu penso, vê lá bem, Em Arles e na orelha de Van Gogh... E assim entre o que eu penso e o que tu sentes A ponte que nos une - é estar ausentes."
Reinaldo Ferreira
( e também letra para uma canção de Fausto )
abril 16, 2006
voz

Finalmente a voz que é esta escrita diária, voltou(-me).
Não clic - mas clix ... problemas técnicos, diziam amavelmente -
problemas técnicos... cinco dias!
Voz ( o rasto que vou deixando em palavras e imagens, a voz que leio nos rasto de outros ) ... não percebi que me faziam tanta falta.
Silêncio forçado, desemudecido hoje, Domingo ( Páscoa em mim, por certo ).
Bom voltar :)
imagem de Manuela Bacelar
abril 10, 2006
dia absolutamente trapézio

Que sejam assim todos os dias-trapézio: azuis
- mesmo que só depois - porque alguém acende a lua
e aparece connosco no arame para brincar aos baloiços.
( Obrigada Carlinha, acertas sempre :)
poster de Carla Pott para o Ayuntamento de Valladolid: Te cambio el sitio
abril 09, 2006
a rapariga do brinco pérola
abril 08, 2006
livro de histórias
Tem lá dentro a água de todos o canais de Veneza, a espessura cremosa de quatro cappucinos, o som vivo da voz da Té, as pombas de S. Marcos, o riso do vento espalhado na cara e nos cabelos no vaporetto de regresso...
flores pequeninas sobre uma pele líquida e luminosa ao cair da tarde, um ar de outro tempo, outro lugar... não lhe resisti... tinha que guardar aquele dia imenso.
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